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A morte à minha volta: os ataques de Paris, um ano depois


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A morte à minha volta: os ataques de Paris, um ano depois

Aqui fica o seu testemunho, ao relembrar a data:

“Vi sangue, pessoas mortas à minha volta. Disse-me: o próximo sou eu. Tive esta reacção que não percebo e que não consigo explicar. Não me controlei, não foram as minhas emoções, foi o meu cérebro que disse: levanta-te e corre. Corre para aquela porta que não é longe e faz o que puderes.”

Na sala de espectáculos Bataclan, morreram 89 pessoas que ouviam Eagles of Death Metal, sob um tiroteio brutal.

“Não sei se vou ultrapassar isto um dia, mudou-me para sempre. espero não ser uma vítima para sempre, mas também é difícil dizer que ultrapassei. Não consegues ignorar, não consegues. Descobri a ansiedade, a depressão e muito mais. Não consigo ignorar isso, nem fingir que mudei. não sou o mesmo de antes do 13 de novembro. Não é possível, não sei se alguma vez passará.”

François Hollande iniciou as cerimónias que assinalam os atentados de 13 de novembro de 2015

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