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Eleições presidenciais na Moldávia: uma União Europeia vista com desconfiança ou uma reaproximação à Rússia?


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Eleições presidenciais na Moldávia: uma União Europeia vista com desconfiança ou uma reaproximação à Rússia?

A Moldávia elege por voto este domingo um presidente, depois de nenhum dos candidatos ter assegurado a maioria na primeira volta.

A campanha teve dois temas fortes: a escolha da ex-república soviética entre União Europeia e Rússia e a luta contra a corrupção, num dos países mais pobres da Europa e com 3 milhões e meio de habitantes.

Um dos candidatos é Igor Dodon, 41 anos, ex ministro da economia sob governo comunista e líder do partido socialista, com posição pro-russa e com 48% na primeira volta.

A oponente é Maria Sandu, ex ministra da educação e ex funcionária do Banco Mundial, defensora de uma política chegada à União Europeia. Ficou-se pelos 38% a 30 de outubro.

A Moldávia assinou em 2014 um acordo de asspociação com a União Europeia que permitiu a abertura gradual ao mercado europeu por parte dos produtos moldavos elevando a exportação para este mercado para o valor de dois mil milhões de euros nos dois últimos anos.
Contudo, este acordo suscitou a cólera de Moscovo, que reagiu com a imposição de um embargo sobre as frutas e carne moldavas, numa penalização difícil para uma população que vive principalmente da agricultura.

Em 2014, o escândalo do desaparecimento de mil milhões de dólares do sistema bancário – um oitavo da economia nacional -, originou uma crise política que viu 6 primeiros ministros em um ano.

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