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Donald Trump e Mitt Romney ultrapassam insultos mas escondem o jogo

O Presidente-eleito dos Estados Unidos recebeu a visita de um dos maiores críticos dentro do partido republicano, o qual estará a ser ponderado para secretário de Estado.

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Donald Trump e Mitt Romney ultrapassam insultos mas escondem o jogo

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Donald Trump e Mitt Romney colocaram de lado a ainda recente troca de insultos durante a campanha das primárias atritos e este sábado reuniram-se no clube de golf do empresário, em Bedminster, Nova Jérsia.

Foi mais uma das muitas reuniões que o Presidente-eleito dos Estados Unidos tem realizado no processo de montar a equipa que o vai acompanhar na Casa Branca

Cerca de oito meses depois de ter chamado “desonesto” e “uma fraude” a Donald Trump (“twit” em baixo) durante as primárias republicanas, Romney estará agora a ser ponderado pela experiência política para o cargo de secretário de Estado norte-americano, como sucessor de John Kerry quando Trump assumir a Casa Branca.

Porém, o candidato presidencial republicano derrotado por Obama há quatro anos não abriu o jogo. Mitt Romney limitou-se a dizer que teve “uma conversa muito detalhada e profunda” com Trump “durante o tempo disponível”, garantiu ter “apreciado a possibilidade de poder falar com o Presidente-eleito” e disse aguardar “com expectativa” para conhecer “a nova administração e o trabalho que ela vai fazer.”

Pelo lado do sucessor de Barack Obama, ouviu-se apenas dizer que a conversa “decorreu muito bem.”

Para além de Romney, o Presidente-eleito dos Estados Unidos recebeu também James Mattis. O general já reformado dos “marines” (os fuzileiros norte-americanos) é conhecido como “cão raivoso Mattis” e está a ser apontado ao cargo de secretário da Defesa depois de se ter afastado (ou ter sido afastado pela administração Obama?) em 2013 da liderança do Comando Central.

Naquela função, Mattis supervisionou as operações militares no Iraque e no Afeganistão e era ainda responsável por vigiar uma região sensível que incluía a Síria, o Irão e o Iémen.

Estas foram, no entanto, apenas duas das muitas reuniões realizadas por Donald Trump ao longo de sábado com diversas personalidades que estarão a ser ponderadas para os vários lugares em aberto após a transição de Obama para o novo Presidente.

Quando as reuniões terminaram e Trump se preparava para abandonar o local, foi questionado pelos jornalistas sobre o que teria ou não sido decidido. O Presidente-eleito dos Estados Unidos limitou-se a dizer que se tinha encontrado com pessoas “muito eficientes e muito boas”. “Temos visto enormes talentos. Pessoas que nos vão ajudar, como eu costumo dizer, a fazer a América grande outra vez. São mesmo excelentes pessoas e muito telentosas”, afirmou Trump.

Desta vez, ao contrário do encontro de Donald Trump sexta-feira com o primeiro-ministro do Japão, não houve fotos a revelar se a filha do Presidente-eleito, Ivanka Trump, tinha estado presente nestas reuniões, mas a ABC News sugere que sim.

De acordo com a estação de televisão norte-americana Ivanka terá estado com o marido de novo ao lado do pai, na escolha dos membros para a nova equipa da Casa Branca.