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Parlamento Europeu quer congelamento das negociações com a Turquia


A redação de Bruxelas

Parlamento Europeu quer congelamento das negociações com a Turquia

Os dois maiores grupos do Parlamento Europeu, pediram, esta terça-feira, o congelamento das negociações com a Turquia para a adesão à União Europeia.

No debate no plenário de Estrasburgo, centro-direita e socialistas contaram, ainda, com o apoio dos liberais.

“Penso que há uma ampla maioria que defende o congelamento das negociações para a adesão neste momento, e que seja definida uma série de requisitos para que as negociações possam ser retomadas, logo que a Turquia cumpra esses requisitos”, disse o líder da Aliança dos Liberais, Guy Verhofstad.

Este tipo de iniciativa do Parlamento Europeu não é vinculativo, mas a aprovação da resolução enviaria um importante sinal político.

Opinião contrária tem chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, dizendo que “se as negociações para a adesão fossem suspensas, ambas as partes sairiam a perder”.

Em causa está a onda de repressão levada a cabo pelo Presidente Recep Tayyip Erdogan, desde a tentativa de golpe, em julho passado, que já visou cerca de 150 mil pessoas: 36 mil foram detidas e 110 mil foram demitidas ou suspensas de funções.

Os principais visados são soldados, polícias, académicos, juízes, jornalistas e líderes curdos. A grande maioria da imprensa independente foi encerrada.

Kiti Piri, relatora do Parlamento Europeu sobre as negociações com a Turquia, referiu que “é dever dos membros deste Parlamento de se insurgirem pelo facto de muitos dos nossos homólogos terem sido presos, de 145 jornalistas terem sido presos e de dezenas de milhares de cidadãos afetados não terem apoio legal”.

O congelamento das negociações, iniciadas formalmente há 11 anos, poderia colocar em causa o acordo sobre o fluxo de migrantes e refugiados, assinado em março passado.

Em troca de compensações financeiras, o governo turco tem restringido a passagem em direção aos países da União Europeia.

Nos últimos dias, o Presidente Recep Tayyip Erdogan mostrou-se exasperado pelas críticas de violação das leis democráticas e dos direitos humanos, tendo avisado que a União Europeia teria de “viver com as consequências” do congelamento das negociações.

O líder turco defendeu, mesmo, uma nova aliança entre a Turquia, a Rússia e a China.

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