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Síria: Rebeldes recusam render-se enquanto combates se intensificam em Alepo

Rebeldes sírios de Alepo prometem continuar a lutar quando os ataques aéreos de Damasco se intensificam. Os desta quarta-feira provocaram 45 mortos

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Síria: Rebeldes recusam render-se enquanto combates se intensificam em Alepo

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Os rebeldes sírios de Alepo não vão render-se, garante uma fonte da rebelião, que promete continuar a lutar, quando os ataques aéreos de Damasco se intensificam, na zona leste da cidade, atingindo mesmo áreas da cidade antiga.

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"Estamos extremamente preocupados com a situação das crianças"

Bettina Luescher Porta-voz do Programa Alimentar Mundial da ONU

Nos últimos dias, dos terços da zona leste de Alepo foram reconquistados.

Os bombardeamentos desta quarta-feira provocaram, pelo menos, 45 mortos e mais uns milhares de refugiados, sobretudo mulheres e crianças.

“Mais de 8500 civis, incluindo cerca de 4000 crianças, escaparam das zonas controladas por grupos armados, que incluem a Jabhat Fateh al-Sham (antiga Frente Nusra), aproveitando-se do caos da retirada dos rebeldes”, explicou Maria Zakharova, porta-voz do ministério russo dos Negócios Estrangeiros.

Segundo a Cruz Vermelha, desde domingo, 20.000 pessoas fugiram da zona leste de Alepo e, desde agosto, mais de 40.000 abandonaram zona de combate na área ocidental.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos do Homem, sediado em Londres, Damasco estará a deter centenas de pessoas que fogem da zona rebelde. Fontes militares sírias dizem tratar-se apenas de controlos de identidade – para confirmar que não haja rebeldes escondidos entre a população em fuga – e quem não tenha papéis é transportado para “zonas específicas”.

“Estamos extremamente preocupados com a situação, em especial das crianças”, diz a porta-voz do Programa Alimentar Mundial da ONU, Bettina Luescher, que continua: “as crianças são muito mais vulneráveis do que os adultos e ficam fragilizados muito mais depressa.”

Segundo a UNICEF, mais de 100.000 crianças continuam a habitar na zona leste de Alepo e vivem um “verdadeiro inferno”, garante a organização.

Desde o início do ano, na Síria, 84 escolas foram atacadas, provocando a morte de 69 crianças.