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Rússia envia grupo de especialistas para Ancara para investigar homicídio de Andrei Karlov


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Rússia envia grupo de especialistas para Ancara para investigar homicídio de Andrei Karlov

Um grupo de 18 russos, entre agentes dos serviços secretos e diplomatas, chegaram, esta terça-feira, à Turquia para investigar o homicídio de Andrei Karlov, em Ancara.

A investigação insere-se no inquérito ao assassinato do embaixador da Rússia na Turquia, acordado entre os Chefes de Estado dos dois países durante uma conversa telefónica momentos depois do crime.

Vladimir Putin considerou o assassinato de Karlov um ataque à relação Moscovo-Ancara, mas garante: isso não iria prejudicar os esforços para chegar a um acordo de paz na Síria.

A segurança foi aumentada em torno da embaixada russa em Ancara.

Também os Estados Unidos decidiram encerrar os serviços das embaixadas e consulados na Turquia, depois de um homem abrir fogo, esta madrugada, em frente às instalações diplomáticas. Este incidente não causou vítimas.

No âmbito do caso do homicídio de Karlov foram detidas pelo menos 6 pessoas. Entre elas, o pai, a mãe e a irmã do alegado assassino, Mevlüt Mert Altintas.

As detenções ocorreram durante a noite na cidade natal do atacante, em Soka, no oeste da Turquia.

De acordo com a imprensa local, a polícia está a investigar a ligação entre o assassino e a organização do clérigo muçulmano Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos desde 1999, e que Ancara acusa de estar por detrás do fracassado golpe de Estado de 15 de julho.

Mert Altintas, de 22 anos, era polícia e estava há quase três anos nas forças antimotim.

Alguns órgãos de comunicação locais referem que a escola de polícia em que o atacante se formou tem ligações ao Fethullah Gülen.