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Washington define acusações de Erdogan como ridículas

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De  Antonio Oliveira E Silva  com REUTERS, ASSOCIATED PRESS E PEDRO SACADURA
Washington define acusações de Erdogan como ridículas

<p><strong>Com Reuters, Associated Press e Pedro Sacadura</strong></p> <p>Para <strong>Washington</strong>, as acusações do presidente turco, <a href="https://www.tccb.gov.tr/en/receptayyiperdogan/biography/">Tayyip Erdogan</a>, sobre a coligação liderada pelos Estados Unidos na Síria são “ridículas.”</p> <p><strong>Mark Toner</strong>, porta-voz do <a href="https://www.state.gov/">departamento de Estado norte-americano</a>, disse que as ações na Síria mostram quem está pela <strong>destruição</strong> do <strong><em>Daesh</em></strong>:</p> <p>“Para ser sincero, parece-me ridículo. Não é verdade, como todos poderão imaginar”, disse Toner.</p> <p>“Sabem, não me parece possível que alguém que avalie as nossas ações no terreno como líderes da coligação no norte da Síria e no Iraque, possa dizer outra coisa a não ser que estamos a 100% com a derrota e destruição do <em>Daesh</em>,” continuou Mark Toner.</p> <p>Toner insistiu ainda no facto de que os Estados Unidos <strong>cooperam com a Turquia</strong> em ofensivas militares contra grupos no terreno:</p> <p>“Trabalhamos de forma construtiva com a Turquia e a Turquia desempenha um papel e nós mantemos um diálogo constante com a Turquia sobre como equilibrarmos os nossos esforços.”</p> <p><strong>Erdogan</strong> acusou os <span class="caps">EUA</span> de estarem por trás de uma <strong>rede de financiamento a grupos que definiu como terroristas</strong>, como o autoproclamado Estado Islâmico (EI) ou <strong><em>Daesh</em></strong> (sigla em língua árabe), as milícias curdas das <strong>Unidades de Proteção Popular</strong> (<span class="caps">YPG</span>, sigla em língua curda) e do <strong>Partido da União Democrática</strong> (<span class="caps">PYD</span>, sigla em língua curda).</p> <p>“O que diziam as forças da coligação no início? Que iriam lutar contra a organização terrorista Daesh até ao fim. Na verdade, acusavam-nos de apoiar o autodenominado Estado Islâmico”, disse o presidente turco.</p> <p>“Agora desapareceram todos. Apoiam grupos terroristas incluíndo o <em>Daesh</em>, a Unidade de Proteção Popular, o Partido da União Democrática dos curdos da Síria. Está bastante claro. Temos imagens como provas: em fotografia e em vídeo”, concluiu.</p> <p>A Turquia teme que as milícia curdas consigam estabelecer-se ao longo da sua fronteira, já que o estabelecimento de uma entidade territorial de maioria curda nos atuais Iraque e Síria poderia dar origem a <strong>reivindicações territoriais</strong> e a pôr em causa a <strong>soberania</strong> de parte do território atualmente turco, mas de <strong>maioria curda</strong>. <br /> <strong>Ancara quer apoio dos <span class="caps">EUA</span> em operações regionais</strong> <br /> Na segunda-feira, a Turquia pediu o <strong>apoio dos <span class="caps">EUA</span></strong> para as suas tropas na cidade síria de <strong>al-Bab</strong>, controlada pelos jihadistas do <strong><em>Daesh</em></strong>, na sequência da operação <a href="http://pt.euronews.com/2016/12/22/siria-ferozes-combates-em-al-bab">Escudo do Eufrates</a>, levada a cabo pelo exército de Ancara desde há cerca de quatro meses. <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">“We won’t Allow the Formation of a New State in Northern Syria” <a href="https://t.co/bfkNUDutHE">https://t.co/bfkNUDutHE</a> <a href="https://t.co/ePUvfNnyID">pic.twitter.com/ePUvfNnyID</a></p>— Turkish Presidency (@trpresidency) <a href="https://twitter.com/trpresidency/status/812998251964223488">25 de dezembro de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> O objetivo da “Escudo do Eufrates” é eliminar a presença de islamistas sunitas e de curdos das proximidades da fronteira turco-síria.</p> <p>Ancara mantém, entretanto, que <strong>aviões turcos</strong> atingiram diversos alvos dos jihadistas do <strong><em>Daesh</em></strong> nas últimas semanas. Disse ainda que os extremistas mataram recentemente cerca de <strong>30 civis</strong>, que tentavam fugir da região de <strong>al-Bab</strong>.</p>