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Mein Kampf: Êxito de vendas na Alemanha


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Mein Kampf: Êxito de vendas na Alemanha

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A edição comentada do Mein Kampf – A Minha Luta – de Adolfo Hitler está a ultrapassar todas as expetativas de vendas na Alemanha. O Instituto de História Contemporânea – IfZ, que decidiu publicar a obra em janeiro de 2016 anunciou que foram vendidos ao longo do ano 85 mil exemplares.

O livro vai já na sexta edição. À cautela o editor tinha impresso apenas quatro mil unidades, mas a forte procura fez com que cinco novas edições se lhe seguissem.

Nesta edição, de quase duas mil páginas, em dois volumes, o texto de Hitler é acompanhado de 3500 notas históricas de explicação e contextualização, de forma a evitar a sua utilização para a propaganda do nazismo. Segundo diretor do IfZ, Andreas Wirsching, “o receio de que esta publicação pudesse permitir a promoção da ideologia de Hitler revelou-se infundado”. O Instituto explica ainda que a maioria dos compradores da obra são pessoas interessadas pela História e pela política e sobretudo profissionais do ensino.

Durante sete décadas a publicação esteve proíbida pelo governo regional da Baviera que detinha os direitos, mas a obra caiu no domínio público a 1 de janeiro de 2016 e, para além da Alemanha, vários países, entre os quais Portugal e a França, decidiram publicá-la.

Hitler escreveu o primeiro volume de ““Mein Kampf”“:https://pt.wikipedia.org/wiki/Mein_Kampf de 1924 a 1926, enquanto estava detido em Munique, pouco mais de uma década antes de chegar ao poder. O segundo volume foi escrito no seu refúgio da montanha de Berchtesgaden.

A obra, na qual Hitler explicou a sua teoria nacional-socialista e os desejos de eliminação dos judeus e de dominação do mundo, que levou ao Holocausto, nunca esteve estritamente proíbida no mundo e pôde sempre encontrar-se em livrarias estrangeiras ou em alfarrabistas. Nos anos em que durou o III Reich foram vendidos cerca de 12 milhões de exemplares.

Na Alemanha e na Áustria, a publicação do texto original – sem anotações – continua a ser penalizada judicialmente, como “incitação ao ódio racial”, mas na Índia, no Brasil e no mundo árabe tem sido mesmo bastante popular. É frequentemente citado na propaganda salafita. Na Turquia foram vendidos cerca de 30 mil exemplares na última década.

Em Portugal, o livro foi de novo publicado em 2016, na versão integral, apenas com um prefácio do historiador António da Costa Pinto.

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