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Polícia de Chicago denunciada pelo uso de "força excessiva"


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Polícia de Chicago denunciada pelo uso de "força excessiva"

Um relatório do Departamento de Justiça norte-americano, divulgado esta sexta-feira, acusa a polícia de Chicago de violação dos direitos humanos pelo uso de “força excessiva.”

Entre outras coisas, o documento refere ainda, de forma preocupante, uma conduta racial discriminatória e aponta, ao mesmo tempo, a falta de treino a par da incapacidade de responsabilizar os agentes por possíveis erros e má conduta.

“A Polícia de Chicago não dá aos efetivos a preparação necessária para fazerem o respetivo trabalho de forma legal e segura. Falha em recolher e analisar informação de forma adequada, incluindo informação sobre queixas por má conduta e deficiências de preparação. Não analisa de forma correta incidentes de uso de força para determinar se o nível de força foi apropriado e legal ou se poderia ter sido evitado no conjunto”, denunciou Loretta Lynch, a procuradora-geral dos Estados Unidos.

Vanita Gupta, responsável dos direitos cívicos no ministério americano da Justiça, acrescenta: “Constatámos que a polícia de Chicago aplica um padrão de uso de força excessiva. Este padrão inclui, por exemplo, disparar sobre pessoas que não representam uma ameaça imediata e usar tasers por não anuírem a ordens verbais”,

A investigação foi lançada em dezembro de 2015 na sequência do homicídio do jovem de 17 anos Laquan MacDonald, em outubro de 2014, em Chicago. Em pouco mais de dez segundos, Laquan foi baleado 16 vezes pelo mesmo polícia. Os tiros continuaram quando o jovem já estava no chão.

Já no ano passado foi Paul O’Neal, um adolescente afroamericano de 18 anos que circulava num veículo roubado, quem morreu ao ser baleado durante uma perseguição da polícia de Chicago.

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