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No próximo sábado mulheres de todo o mundo deverão marchar nas ruas das suas cidades em defesa dos seus direitos e contra Donald Trump. O evento foi criado no Facebook como uma reação à eleição de Donald Trump mas as organizadoras referem que se trata de uma marcha em defesa dos direitos das mulheres. A reação a Trump surge na sequência das palavras e ações misóginas do então candidato.

A ideia foi lançada por Teresa Shook, uma advogada aposentada residente no Havai, num grupo do Facebook apoiante de Hillary Clinton: marchar em Washington por ocasião da investidura de Donald Trump como presidente dos EUA. Em seguida criou um evento e partilhou com uma dúzia de amigas, antes de ir para a cama no dia 8 de novembro. No dia seguinte ficou surpreendida com a adesão: milhares de pessoas demonstraram interesse em participar e começou a receber mensagens de várias ativistas para a ajudarem a organizar o evento.

Na página do evento, este domingo, perto de 200 mil pessoas indicaram participar na marcha do dia 21, em Washington. Entre elas algumas estrelas, como Kate Perry, Julianne Moore ou Scarlett Johansson. No seu manifesto as participantes reclamam a defesa dos seus direitos, da sua segurança e das suas famílias, assim como “o reconhecimento da diversidade vibrante das comunidades que são a força do nosso país”.

A Marcha das Mulheres gerou entretanto um entusiasmo mundial. Além das concentrações em várias cidades dos EUA esperam-se manifestações por todo o mundo (Pode consultar o mapa e a lista dos países aqui). A Arábia Saudita, o Iraque, Myanmar ou a Nigéria têm marchas agendadas, ao lado de países como a Austrália, a França ou a Suíça mais habituados a este género de manifestações. Em Portugal a “Marcha das Mulheres #NãoSejasTrump” tem marcadas concentrações em seis cidades: Angra do Heroísmo, Braga, Coimbra, Faro, Lisboa e Porto. A adesão nacional deverá ser fraca, a crer nos cliques das pessoas que manifestaram a intenção de participar nos eventos.