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"Hedi": Mohamed Ben Attia mostra a vida dos jovens tunisinos depois da Primavera Árabe


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"Hedi": Mohamed Ben Attia mostra a vida dos jovens tunisinos depois da Primavera Árabe

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No seu primeiro filme, “Hedi”, Mohamed Ben Attia mostra-nos como é a vida dos jovens tunisinos depois da Primavera Árabe. Vidas entre o desejo de viver e o peso das convenções, como a do jovem que passa pela experiência de um casamento arranjado.
Um olhar é suficiente para perceber como Hedi está sob pressão.

Não controla nada. Nem o seu trabalho como vendedor de automóveis, nem o seu casamento arranjado pela mãe. Parece apenas uma questão de tempo antes que de tudo acabe por explodir.

É exatamente o que acontece quando o patrão o envia à procura de novos clientes na estância balnear de Mahdia, onde encontra Rim – que trabalha como animadora num complexo hoteleiro que recebe os poucos turistas que ainda restam.

Hedi apaixona-se, loucamente, sente o vento da liberdade e tem que tomar decisões sozinho, pela primeira vez. A atuação de Majd Mastoura, contida e, ao mesmo tempo, extremamente tensa é profundamente tocante. O seu desempenho ganhou um Urso de Prata para melhor ator, na Berlinale de 2016.

“Hedi” também ganhou o prémio de melhor primeiro filme. As imagens realistas recordam o estilo dos realizadores belgas e dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne que foram os coprodutores. O filme é um início promissor e aumenta as expectativas para outros filmes do realizador tunisino.

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