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Roménia: Perdão a crimes de corrupção provoca demissão de ministro do Comércio e Empresas


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Roménia: Perdão a crimes de corrupção provoca demissão de ministro do Comércio e Empresas

A controversa alteração do Código Penal pelo executivo liderado pelo primeiro-ministro Sorin Grindeanu fez a primeira vítima no executivo. Em desacordo com a insistência no decreto-lei que atenua as penas em certos crimes de corrupção, o ministro do Comércio e Empresas demitiu-se.

Numa mensagem difundida pela rede social Facebook, Florin Jianu garante estar “de conscicência tranquila” em termos de “integridade profissional” pelo que fez nos 28 dias em que fez parte do governo, mas explicou ser a demissão “o mais ético a fazer” até “pela mensagem de cobardia” que deixaria ao filho se se mantivesse ao lado de uma política com que não concorda.

Após a vitória do PSD nas eleições de dezembro, com a impossibilidade do líder do partido Liviu Dragnea ser empossado devido a questões judiciais e de uma primeira proposta para chefe de Governo ter sido vetada pelo Presidente Klaus Ihoannis, foi Sorin Grindeanu quem tomou posse a quatro de janeiro como primeiro-ministro de um governo de centro-esquerda em coligação com um de centro-direita, o ALDE (Aliança de Liberais e Democratas).

O executivo de Grindeanu foi aprovado e, pouco depois, apresentou uma proposta para atenuar crimes de corrupção com impacto abaixo dos 200.000 lei (cerca de 45 mil euros) com a justificação de a medida poder aliviar a sobrelotação das cadeias romenas.

Apesar das pressões inclusive da União Europeia, de alguns dos parceiros europeus como a Bélgica, a Holanda, a França e a Alemanha, e também a dos Estados Unidos e do Canadá, a proposta foi aprovada terça-feira para ser apresentada como decreto de emergência no parlamento, a nova lei pode vir a beneficiar, por exemplo, o líder do PSD, Liviu Dragnea, que enfrenta uma acusação de abuso na gestão de dinheiros públicos.

Nas ruas de várias cidades romenas, milhares de pessoas têm vindo a protestar contra o Governo desde que esta proposta de lei foi apresentada. Após o anúncio de terça-feira do ministro da Justiça da aprovação da lei, as manifestações subiram de tom e de números de participantes.

Mais de 100.000 pessoas protestaram quarta-feira à noite em Bucareste, diante da sede de governo. Houve confrontos com a polícia. De acordo com a agência romena AgerPres, pelo menos 20 pessoas foram detidas e cinco ficaram feridas.

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