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Presidente Maduro rejeita acusações do departamento do Tesouro


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Presidente Maduro rejeita acusações do departamento do Tesouro

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Com EFE e Reuters

O vice-presidente da República Bolivariana de Venezuela, Tareck El Aissami definiu as acusações do departamento do Tesouro dos Estados Unidos como “uma agressão imperialista”.

“Não deveremos deixar-nos distrair por estas provocações miseráveis”, disse El Aissami. “Veremos como esta vil agressão desaparecerá”, disse ainda, na sua conta da rede social Twitter.


Foi na segunda-feira que o departamento do Tesouro dos EUA acusou o vice-presidente da Venezuela de relações com as redes internacionais de narcotráfico e com as suas rotas nas Américas. Washington diz ter provas de que El Aissami “ajudou ao transporte por terra e ar“https://www.treasury.gov/press-center/press-releases/Pages/as0005.aspx?src=ilaw:, mantendo ligações com carteis mexicanos e colombianos.

O vice-presidente venezuelano sofreu assim um conjunto de sanções económicas, juntamente com outras figuras destacadas do exército venezuelano e com um homem de negócios, considerado o seu testa-de-ferro, Samark Lopez Bello.

Lopez Bello emitiu um comunicado, no qual rejeitou as acusações e disse que era um homem de negócios que atua dentro da legalidade e que nunca tinha tido qualquer tipo de relação com redes de narcotráfico.

O congelamento de bens de figuras destacadas da hierarquia política venezuelana tem lugar depois de, no ano passado, dois sobrinhos da atual primeira dama, Cília Flores , terem sido condenados em Nova Iorque num caso relacionado com narcotráfico e que envolve milhões de dólares, como conta o diário de Miami em língua espanhola El Nuevo Herald, com um despacho da Associated Press
Que consequências?
A medida permite às autoridades dos Estados Unidos congelar bens e recursos financeiros que pertençam aos visados, ficando assim proibida qualquer transação financeira com os mesmos. Segundo o departamento do Tesouro, vários bens foram congelados, nesse sentido, na região de Miami, estado da Florida.

O presidente venezuelano, Nicolas Maduro, apoiou El Aissami e disse que se tratava de uma decisão “ilegal.”


“Dei à Ministra dos Negócios Estrangeiros a ordem de convocar o Encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela para que lhe entregue uma nota de protesto e lhe exija que uma aclaração e que este se retrate”, disse Maduro, numa intervenção transmitida pela VTV, a rede pública venezuelana de televisão.
Quem é Tareck El Aissami?
Tareck El Aissami tem 42 anos e é formado em Direito. Cresceu no estado venezuelano de Mérida e foi “ministro do Interior” (Administração Interna) e Governador do estado de Arágua, antes de ser nomeado vice-presidente da República por Nicolas Maduro em janeiro último.

El Aissami é próximo de Maduro e faz parte do núcleo duro dos chamados círculos Chavistas. Tem sido apontado como um possível candidato do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, chavistas), para a presidência.

A oposição venezuelana acusa-o, no entanto, de reprimir críticos do chavismo e de participar no tráfico de droga que existe no país, assim como de apoiar grupos militantes de natureza extremista no Médio Oriente, como o Hezbollah.

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