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Naufrágio na Líbia eleva para mais de 500 o número de migrantes mortos no Mediterrâneo


Líbia

Naufrágio na Líbia eleva para mais de 500 o número de migrantes mortos no Mediterrâneo

O número de migrantes mortos ou desaparecidos na travessia do Mediterrâneo ascende a 526 vítimas desde o início do ano, após um novo naufrágio ao largo da costa da Líbia.

Pelo menos 74 corpos deram à costa nas últimas horas, quando o Crescente Vermelho líbio, continua à procura de cerca de quarenta pessoas ainda desaparecidas.

Segundo as autoridades líbias, o naufrágio teria ocorrido há pelo menos dois dias, ao largo da cidade de Zawiya, depois de um grupo de traficantes ter roubado o motor da embarcação, deixando os passageiros à deriva.

Em paralelo, a Itália resgatou na noite de segunda-feira pelo menos 630 pessoas, na sequência do naufrágio de outras duas embarcações, igualmente provenientes da Líbia.

Os novos incidentes levaram o papa Francisco a apelar a uma mudança de atitude face aos migrantes. O sumo pontífice denunciou os efeitos do que considera ser a “retórica populista” que, segundo ele, “propaga o medo e o individualismo nos países ricos”, durante uma conferência sobre migrações em Roma.

Longe da posição do papa, os ministros do Interior francês e alemão defenderam esta terça-feira, uma reforma da legislação internacional sobre os refugiados, para poder acelerar as expulsões.

Numa carta endereçada à Comissão Europeia, Bruno Le Roux e Thomas de Maizière, admitem igualmente a possibilidade de assinar novos acordos para repatriar os migrantes para países como o Egito, a Tunísia ou a Líbia.