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Congestionamentos de trânsito: Los Angeles o pesadelo dos condutores

Em que países e cidades do mundo se passa mais tempo nas filas de trânsito?

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Congestionamentos de trânsito: Los Angeles o pesadelo dos condutores

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Em que países e cidades do mundo se passa mais tempo nas filas de trânsito?

De acordo com um novo estudo, em 2016 Los Angeles foi a cidade do mundo em que as pessoas passaram mais tempo nas filas de trânsito. Por países, a Tailândia lidera a lista dos piores. A empresa de análise de transportes, Inrix divulgou um estudo que mede o nível de congestão de tráfego de 1.064 cidades em 38 países. Para chegar aos resultados, a empresa cruzou dados de 300 milhões de fontes diferentes, como observação de dados de GPS em tempo real.

Os 10 países mais congestionados no mundo e na Europa

Em 2016, a “Tailândia foi o país onde os condutores passaram mais tempo em filas de trânsito”: Em média, cada pessoa passou cerca de 61 horas no tráfego ao longo do ano. A Colômbia e a Indonésia partilham a segunda posição com uma média de 47 horas.

Tráfego em Banguecoque:

A Rússia, o país da Europa mais congestionado pelo trânsito, partilha a quarta posição com os Estados Unidos, ambos com uma média de 42 horas por ano passadas nas filas.

O estudo revela que, ainda que os países em desenvolvimento tenham muito menos cidades grandes fortemente congestionadas, estão no topo da tabela devido à falta de transportes públicos e à natureza, muitas vezes caótica, das infra-estruturas.

Na Europa, A Rússia é seguida pela Turquia, onde se passa em média 34 horas por ano no trânsito, com o Reino Unido não muito longe, com 32 horas perdidas na circulação rodoviária.

As 10 cidades mais congestionadas no mundo e na Europa

Quando se fala de cidades, Los Angeles impõe-se no primeiro lugar. Em 2016 cada condutor passou, em média, 104 horas nas filas de trânsito. É a única cidade no mundo que ultrapassa a barreira das 100 horas perdidas na circulação. Esta situação resulta do facto de cerca de 80% dos 12 milhões de residentes na área metropolitana da cidade usarem veículos próprios para se deslocarem e particularmente para irem trabalhar.

Congestionamento de tráfego em Los Angeles:

Com uma média de 91 horas dispendidas no trânsito, Moscovo surge na segunda posição da tabela mundial e na primeira das cidades europeias. Um dado interessante deste estudo é o facto de cinco das maiores cidades americanas se situarem na lista das 10 mais difícieis em termos de tráfego rodoviário: Los Angeles, Nova Iorque, São Francisco, Atlanta e Miami

O pódio da Europa, para além de Moscovo, é completado com as 73 horas em Londres e 65 em Paris. De realçar que na lista das dez cidades com o tânsito mais complicado da Europa, cinco são russas. O país enfrenta grandes problemas de congestão de tráfego devido à falta de transportes públicos eficazes nas grandes cidades.

Filas de trânsito em Moscovo:

Em Portugal é o Porto quem mais sofre no trânsito

Em Portugal, apesar dos protestos dos automobilistas, a situação não é tão difícil como noutros países. Os residentes na área metropolitana do Porto são os que mais sofrem no trânsito, com uma média de quase 26 horas por ano nas filas; seguidos dos condutores da grande Lisboa que passam em média 24 horas por ano dentro das viaturas nos engarrafamentos. Braga surge na terceira posição, mas longe do Porto e de Lisboa, com uma média de pouco mais de seis horas anuais no trânsito.

Bogotá lidera na América do Sul

Na América do Sul, Bogotá, que ocupa a quinta posição na tabela mundial, é a líder do congestionamento do tráfego,com quase 80 horas perdidas no trânsito pelos condutores todos os anos, seguida de São Paulo, com 77 e de Caracas com mais de 62.
Para além de São Paulo, as cidades em que os brasileiros perdem mais tempo na circulação são Belém, com quase 55 horas e o Rio de Janeiro, com quase 51.

Custos dos congestionamentos

Os autores do estudo calcularam também o impacto financeiro do tempo que se passa parado no trânsito. No Reino Unido, por exemplo, o congestionamento do tráfego custa ao país mais de 30 mil milhões de libras, o equivalente a quase 36 mil milhões de euros por ano. Em Londres, calcula-se que cada condutor perdeu em média, em 2016, o equivalente a 2600 euros devido aos problemas de circulação rodoviária e para a cidade os engarrafamentos significam perdas anuais da ordem dos 7,1 mil milhões de euros.

Nos Estados Unidos, os condutores de Los Angeles perdem em média o equivalente a quase 2300 euros por ano e a cidade cerca de 8,5 mil milhões.