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Judeus alvo de ameaças de bomba e vandalismo em cemitérios


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Judeus alvo de ameaças de bomba e vandalismo em cemitérios

Diversos centros e escolas judaicas em cerca de uma dezena de estados norte-americanos foram alvo esta segunda-feira de ameaças de bomba. Por precaução, os locais foram todos evacuados, mas nenhum explosivo foi encontrado.

Foi a quinta vaga de ameaças do género em dois meses nos Estados Unidos. As ameaças de bomba aconteceram nos estados de Alabama, Delaware, Florida, Indiana, Maryland, Michigan, Nova Jérsia, Carolina do Norte, Pensilvânia e Virgínia. Também em algumas zonas do Canadá houve ameaças antissemitas.

Em Filadélfia, um cemitério foi mesmo vandalizado durante o fim de semana, o que levou o porta-voz de Donald Trump a afirmar que “o Presidente continua a condenar estes e outros atos de ódio e antissemitismo”.

“Desde a fundação do nosso país, temo-nos dedicado a proteger a liberdade dos nossos cidadãos e o direito ao culto religioso. Ninguém na América deve sentir medo em seguir de forma livre e aberta a religião que escolheu”, disse Sean Spicer, numa declaração escrita.

Os atos de vandalismo de Filadélfia aconteceram cerca de uma semana após outro cemitério hebraico ter sido também vandalizado em Saint Louis, no estado do Missouri.

De acordo com a página LaunchGood, o grupo norte-americano Muslims Unite (Muçulmanos Unem) terá lançado uma recolha de fundos pela internet para ajudar a pagar a reparação das lápides judaicas de Saint Louis e conseguiu mais de 135 mil dólares (128 mil euros) — bem acima dos 20 mil dólares (19 mil euros) necessários.

Alguns grupos hebraicos consideram estes atos de vandalismo e as repetidas ameaças de bomba como evidências de que a eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos terá encorajado grupos antissemitas de extrema-direita a tornarem-se mais ativos.

Apesar de o próprio chefe da Casa Branca já ter descrito as ameaças como “horríveis e dolorosas” e ter admitido que “ainda há muito trabalho por fazer para erradicar o ódio, o preconceito e a maldade”, o Centro Anne Frank para o Respeito Mútuo, em Nova Iorque, apelidou as declarações de Trump como “um penso rápido para o cancro do antissemitismo que infetou a sua própria Administração.”

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