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Discurso de François Hollande interrompido por tiro

O Presidente falava durante a inauguração de um novo troço de linha do TGV quando se ouviu o disparo, no qual duas pessoas ficaram levemente feridas nas pernas.

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Discurso de François Hollande interrompido por tiro

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A inauguração pelo Presidente François Hollande de um troço da ferrovia de alta velocidade entre Tours e Bordéus, em França, foi esta terça-feira interrompida pelo disparo acidental de um atirador das forças especiais da polícia gaulesa. Duas pessoas ficaram feridas, mas sem gravidade.

De acordo com a imprensa gaulesa, Hollande discursava há cerca de 17 minutos quando se ouviu um disparo isolado e não imediatamente percetível de se tratar de um tiro.

O Presidente parou de falar, fez-se silêncio, depois disse esperar não ser de nada de grave e, quando lhe terão terão dito não ser, o Presidente francês prosseguiu o discurso.

Os feridos são dois funcionários de manutenção da LGV, a empresa das linhas ferroviárias de alta velocidade francesas.

Presente no local também para a inauguração, o autarca do departamento francês de Charente, Pierre N’Gahane, revelou que “as vítimas foram atingidas entre a barriga da perna e o perónio”. “Uma na perna direita e a outra, na esquerda”, especificou.

Antes de regressar a Paris, François Hollande ainda terá falado com as duas vítimas. O procurador público de Angoulême foi encarregue do caso e abriu uma investigação para apurar as causas deste tiro acidental.

O polícia na origem do tiro é um atirador (“sniper”) pertencente ao corpo especial de segurança do Presidente em deslocações e teria a arma sem a patilha de segurança ativada.

O troço da linha inaugurado pertence à empreitada da linha de TGV “Sul Europa Atlântica”, iniciada em 2012 e que tem como objetivo estabelecer a ligação ferroviária entre Paris e Bordéus em apenas 02:04 horas.

O custo total da obra é de nove mil milhões de euros, suportados entre a empresa pública ferroviária francesa (SNCF), o Estado, coletividades locais, a União Europeia e a Lisea, a concessionária público-privada da linha durante 50 anos.