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Iraque: Cruz Vermelha condena ataque químico em Mossul


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Iraque: Cruz Vermelha condena ataque químico em Mossul

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A Cruz Vermelha Internacional condenou esta sexta-feira a utilização de armas químicas durante a batalha para retomar a cidade iraquiana de Mossul.

Segundo a organização, que não especifica a responsabilidade dos ataques, pelo menos cinco crianças e duas mulheres foram hospitalizados nos últimos dias com sintomas de exposição a agentes químicos.

A denúncia ocorre num momento em que a batalha se intensifica na parte oeste da cidade, depois do exército iraquiano ter retomado o bairro de Uadi Hayar.

Cerca de 14 mil civis escaparam esta sexta-feira da cidade, quando a nova ofensiva causou já mais de 46 mil refugiados desde a semana passada.

Entre os foragidos dos combates, Khatla Ali Abdallah, uma residente de Mossul de 90 anos de idade.

“Ao longo da minha vida nunca vivi uma guerra como esta, mesmo durante o regime de Saddam Hussein. Nunca senti este medo que sentimos agora. É verdade que assistimos a outras guerras onde muitos dos nossos filhos morreram, mas eram guerras diferentes desta”.

Segundo as ONGs no terreno, mais de 700 mil civis permanecem ainda dentro da zona oeste da cidade, alegadamente utilizados como escudos humanos pelo grupo Estado Islâmico.