Última hora

Em leitura:

Holanda: Mark Rutte à procura do terceiro governo


Holanda

Holanda: Mark Rutte à procura do terceiro governo

Mark Rutte tem 50 anos. Nasceu em Haia. É líder do Partido Liberal e primeiro-ministro da Holanda desde 14 de outubro de 2010. A experiência governativa começou-a em 2002, quando foi nomeado secretário de Estado do Emprego e Segurança Social; depois, em 2004, assumiu o cargo de secretário de Estado da Formação Profissional e Ensino Superior.

Nas legislativas de 2010, à frente do VVD e numa campanha difícil com um país minado pelas políticas de austeridade, Rutte tenta distanciar-se do partido da extrema-direita de Geert Wilders: ‘‘Não descartamos nenhum partido.. nenhum… ao mesmo tempo, há diferenças profundas entre o meu partido, o Partido Trabalhista e o Partido da Liberdade”, dizia antes do voto.

Depois do escrutínio, Mark Rutte é encarregado pela rainha Beatriz de formar o governo da Holanda. Prepara-se para ser o primeiro chefe de um governo liberal desde 1948, mas, com uma vantagem mínima no parlamento sobre os trabalhistas, impõe-se uma aliança e Rutte, após laboriosas semanas de negociações alcança uma aliança com os cristãos democratas, que conta com o apoio sem participação governativa do partido nacionalista de Geert Wilders.

Mas as diferenças fazem-se rapidamente sentir e o Partido da Liberdade retira o apoio à aliança que governa. O governo não se aguenta e, em 2012, os holandeses são de novo chamados a escolher o parlamento. Uma nova vitória sem maioria para os liberais do VVD e Mark Rutte vê-se de novo na contingência de procurar alianças para governar. Desta vez, o entendimento é conseguido com os arqui-rivais do Partido Trabalhista.

Mark Rutte, que se apresenta como o candidato do status quo, prometeu em meados de janeiro não formar coligação com o Partido da Liberdade de Geert Wilders. Rutte, um europeísta, não concebe o futuro da Holanda fora da União Europeia. Por outro lado, as políticas do seu governo estiveram entre os principais alvos da campanha de Wilders, que acusa o governo cessante de não ter cumprido numerosas promessas, nomeadamente a redução dos impostos.

O líder liberal cimentou a campanha nos seis anos de experiência na chefia do governo para se apresentar como a única alternativa credível à extrema-direita de Geert Wilders.