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Erdoğan acusa Berlim de "apoiar o terrorismo"

Tayyip Erdoğan fazia referência aos militantes curdos do PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão.

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Erdoğan acusa Berlim de "apoiar o terrorismo"

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Com Lusa

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou a chanceler alemã, Angela Merkel, de “apoiar os terroristas”, numa referência aos militantes curdos do PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, que fez subir novamente as tensões entre os dois países, particularmente tensas nas últimas semanas.

Há tempo que a Turquia vem acusando a Alemanha de dar refúgio aos militantes da causa curda, com Berlim a apelidar de “aberrantes” as acusações.

A Alemanha conta no seu território com a maior diáspora turca do mundo, mas também tem uma grande comunidade curda.

Manifestação pró-curda em Frankfurt

Cerca de 30 mil pessoas manifestaram-se em Frankfurt para reclamar a “democracia na Turquia” e a “liberdade para o Curdistão”.

A adesão superou as expectativas da organização, que apontava para a participação de 20 mil pessoas neste protesto realizado na data em que se celebra o Newroz, o Dia de Ano Novo, segundo o calendário persa.

A manifestação decorreu pacificamente mas, segundo um porta-voz da polícia, as bandeiras e cartazes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que tinham sido proibidos, foram vistos entre os participantes, assim como retratos do seu líder histórico, Abdullah Öcalan.

A polícia decidiu não intervir durante o evento para capturar os equipamentos com símbolos proibidos para não causar incidentes.

“Tenham pelo menos cinco filhos”

Na passada quinta-feira, o Presidente Recep Tayyip Erdogan, apelou aos turcos da diáspora na Europa para formarem famílias com pelo menos cinco filhos, considerando que seria “a melhor resposta” face “às injustiças” que enfrentam.

“Educai os vossos filhos nas melhores escolas, assegurai-vos que as vossas famílias vivam nos melhores bairros, conduzam os melhores automóveis, vivam nas melhores casas e façam cinco filhos, e não apenas três. Porque vocês são o futuro da Europa”, disse, num discurso em Eskisehir, sul de Istambul.