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Interpol: Cooperação e coordenação na guerra às ameaças à segurança

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De  Marco Lemos  com Interpol, euronews
Interpol: Cooperação e coordenação na guerra às ameaças à segurança

<p>“Coordenação e cooperação”: são as melhores armas, de acordo com a Interpol, para lutar contra as ameaças à segurança que o mundo enfrenta e que se tornaram numa das principais preocupações na Europa.</p> <p>Pelo segundo ano consecutivo, a Organização Internacional de Polícia Criminal levou a cabo a <b>“Operação Gatilho”</b> (<b><i>Operation Trigger II</i></b>, no original, em inglês), uma ação conjunta centrada no combate ao terrorismo e ao tráfico ilegal de armas. </p> <p>Com 7840 agentes da polícia envolvidos, a operação decorreu entre os dias 6 e 8 de abril em 23 países, com um foco especial na Europa de Leste e nos Balcãs.</p> <p>“O sucesso não se mede apenas pelo número de controlos, de pessoas detidas ou de objetos apreendidos. Ao recorrermos a ações policiais sincronizadas no tempo e em diferentes países, estamos a enviar uma mensagem clara aos criminosos: os agentes da polícia de vários países à volta do mundo trabalham em conjunto no combate ao crime organizado”, destacou Branislav Pavlovic, chefe da secção de Sarajevo da Interpol. </p> <p>No espaço de 48 horas, rusgas e operações policiais coordenadas levaram à detenção nos 23 países de 149 suspeitos, à apreensão de cerca de 321 armas de fogo, incluindo um lança “rockets”, e de 19.500 munições.</p> <p>“Quase todas as armas recuperadas vinham de outros lugares. Um país pode ter uma legislação extremamente restritiva em relação à venda e posse de armas de fogo, mas não consegue controlar o que se passa em países terceiros. Por isso, as armas de fogo circulam no continente europeu. O perigo para os cidadãos é que armas de fogo, que por vezes vêm de locais a 500 ou 1000 km de distância, podem afetar a segurança a que as pessoas estão habituadas nas comunidades a que pertencem”, alerta John Hageman, diretor do programa de armas de fogo da Interpol.</p> <p>De acordo com um estudo recente, pelo menos três milhões de armas de fogo circulam neste momento só nos Balcãs.</p> <p>As informações recolhidas na <b>Operação Gatilho II</b> serão analisadas para tentar descortinar mais um pouco da teia que existe entre traficantes e terroristas. </p> <p>A Interpol promete continuar a apostar na coordenação e na cooperação para enfrentar as ameaças dos nossos dias.</p>