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Interpol: Cooperação e coordenação na guerra às ameaças à segurança

Rusgas e operações policiais coordenadas pela Interpol em 23 países durajnte 48 horas levaram à detenção de 149 suspeitos e à apreensão de 321 armas de fogo.

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Interpol: Cooperação e coordenação na guerra às ameaças à segurança

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“Coordenação e cooperação”: são as melhores armas, de acordo com a Interpol, para lutar contra as ameaças à segurança que o mundo enfrenta e que se tornaram numa das principais preocupações na Europa.

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"O perigo para os cidadãos é que armas de fogo, que por vezes vêm de locais a 500 ou 1000 km de distância, podem afetar a segurança."

John Hageman Diretor do programa de armas de fogo da Interpol

Pelo segundo ano consecutivo, a Organização Internacional de Polícia Criminal levou a cabo a “Operação Gatilho” (Operation Trigger II, no original, em inglês), uma ação conjunta centrada no combate ao terrorismo e ao tráfico ilegal de armas.

Com 7840 agentes da polícia envolvidos, a operação decorreu entre os dias 6 e 8 de abril em 23 países, com um foco especial na Europa de Leste e nos Balcãs.

“O sucesso não se mede apenas pelo número de controlos, de pessoas detidas ou de objetos apreendidos. Ao recorrermos a ações policiais sincronizadas no tempo e em diferentes países, estamos a enviar uma mensagem clara aos criminosos: os agentes da polícia de vários países à volta do mundo trabalham em conjunto no combate ao crime organizado”, destacou Branislav Pavlovic, chefe da secção de Sarajevo da Interpol.

No espaço de 48 horas, rusgas e operações policiais coordenadas levaram à detenção nos 23 países de 149 suspeitos, à apreensão de cerca de 321 armas de fogo, incluindo um lança “rockets”, e de 19.500 munições.

“Quase todas as armas recuperadas vinham de outros lugares. Um país pode ter uma legislação extremamente restritiva em relação à venda e posse de armas de fogo, mas não consegue controlar o que se passa em países terceiros. Por isso, as armas de fogo circulam no continente europeu. O perigo para os cidadãos é que armas de fogo, que por vezes vêm de locais a 500 ou 1000 km de distância, podem afetar a segurança a que as pessoas estão habituadas nas comunidades a que pertencem”, alerta John Hageman, diretor do programa de armas de fogo da Interpol.

De acordo com um estudo recente, pelo menos três milhões de armas de fogo circulam neste momento só nos Balcãs.

As informações recolhidas na Operação Gatilho II serão analisadas para tentar descortinar mais um pouco da teia que existe entre traficantes e terroristas.

A Interpol promete continuar a apostar na coordenação e na cooperação para enfrentar as ameaças dos nossos dias.