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França: O confronto de dois programas económicos opostos

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De  Patricia Cardoso  com AFP, REUTERS
França: O confronto de dois programas económicos opostos

<p>Na segunda volta das presidenciais francesas confrontam-se dois programas económicos e sociais totalmente opostos. </p> <p>O candidato do movimento “En Marche!”, Emmanuel Macron defende a prudência orçamental, a liberalização da economia, o reforço da integração europeia e vê na mundialização uma oportunidade. </p> <p>Já Marine Le Pen, a líder da Frente Nacional, promete aumentar a despesa, proteger a economia francesa, sair da União Europeia e abandonar o euro. </p> <h3>O Programa da Frente Nacional</h3> <p>O regresso ao franco é um velho combate de Marine Le Pen, pois esta estima que a moeda única é a responsável pela queda do poder de compra das famílias e da competitividade das empresas francesas. </p> <p>Já em 2011, a líder da extrema-direita gaulesa afirmava: “O euro morreu. Ele falhou o teste. Não é viável. É assim. Não é dramático. Só temos de o aceitar”. </p> <p>Para lá do regresso à reforma aos 60 anos, a Frente Nacional defende o aumento da despesa pública e, por conseguinte, do défice. O <a href="http://www.reuters.com/article/us-france-election-programme-lepen-factb-idUSKBN17G197">programa evoca um défice de 4,5% em 2018</a>.</p> <p>O partido populista deseja aplicar impostos suplementares de 10% aos trabalhadores estrangeiros e taxas aduaneiras de 3% às importações. Uma política protecionista que, adianta, irá impulsionar o crescimento económico. </p> <p>O patronato francês, o Medef, descreve o programa económico de Le Pen como uma catástrofe e, no rescaldo da primeira volta, apela ao voto em Emmanuel Macron. </p> <h3>O programa de “En Marche!”</h3> <p>O candidato centrista do movimento “En Marche!“defende tratados comerciais como o <span class="caps">CETA</span> (tratado de livre comércio entre UE e Canadá), é a favor do reforço da integração europeia e de uma transformação da economia francesa, graças à inovação. </p> <p>Em fevereiro passado, Macron proclamava: “Vamos proteger os indivíduos, mas temos de ser um país de liberdade para a inovação e a criação, porque faz parte do nosso <span class="caps">ADN</span>”. </p> <p>Emmanuel Macron pretende respeitar um défice de 3% do <span class="caps">PIB</span>, fixado no Pacto de Estabilidade. O <a href="http://www.reuters.com/article/us-france-election-macron-programme-fact-idUSKBN17G19H?il=0">programa</a> inclui também a redução da despesa pública em 60 mil milhões de euros até ao fim do mandato. Ao mesmo tempo, Macron quer investir 50 mil milhões de euros, reduzir a carga fiscal para as empresas, alargar os direitos ao subsídio de desemprego e simplificar a lei do trabalho. </p> <p>Na passagem pelo governo, enquanto Ministro da Economia, Emmanuel Macron impôs modificações ao código do trabalho e liberalizou alguns setores e profissões. Mas a <a href="https://www.rtp.pt/noticias/eleicoes-franca-2017/emmanuel-macron-a-novidade-politica-que-avanca-rumo-ao-eliseu_n997136">lei Macron</a> foi <a href="http://www.cnewsmatin.fr/politique/2016-12-15/quand-ete-utilise-larticle-493-699768">aprovada de forma polémica</a> e no meio de muita <a href="http://www.cnewsmatin.fr/france/2017-04-24/le-bilan-demmanuel-macron-au-sein-du-gouvernement-hollande-753945">contestação social</a>.</p>