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Venezuela: crise sob de tom depois de Maduro anunciar assembleia constituinte


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Venezuela: crise sob de tom depois de Maduro anunciar assembleia constituinte

Bloquear as principais vias de acesso a Caracas: foi esta a reação de manifestantes da oposição venezuelana às intenções declaradas pelo presidente Nicolás Maduro de reescrever a Constituição.

A proposta do chefe de Estado foi também criticada além fronteiras. A Organização de Estados Americanos classificou-a de “falsa, inconstitucional e fraudulenta” e o governo do Brasil deu eco às palavras da oposição que controla o Parlamento venezuelano, denunciando um “golpe de Estado” sob iniciativa de Maduro.

Um dia depois do presidente da Assembleia Nacional apelar à rebelião, o líder opositor e governador da província de Miranda, Henrique Capriles, afirmou que deveria “organizar-se um referendo com uma simples questão: é a favor do governo de Nicolás Maduro ou quer eleições para que o povo venezuelano obtenha um novo executivo? Os que violam hoje a Constituição, são os que dizem ser os pais dessa mesma Constituição, mas o que estão a tentar fazer é matá-la”.

Perante milhares de apoiantes trazidos de todas as partes do país e por ocasião das comemorações do Dia do Trabalhador, Maduro anunciou a convocatória de uma assembleia constituinte, com o objetivo de reformar a Constituição e tentar pôr fim à grave crise política e social que atravessa o país.

Mas o efeito parece ter sido o contrário, atiçando os protestos depois de um mês de manifestações que se saldou, até ao momento, em perto de três dezenas de mortos e quatrocentos feridos.

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