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A Europa segue com atenção a escolha de França


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A Europa segue com atenção a escolha de França

Com AFP e France Télévisions. Atualizado

Os franceses elegem, este domingo, o oitavo presidente da Quinta República. Aqui ficam alguns dos dados mais importantes destas eleições que a Europa e o mundo seguem com atenção e que poderiam ditar o futuro da União Europeia:


  • Taxa de participação de 28,2% ao medio-dia (França metropolitana)

  • Valores de participação inferiores a 2012 (30,66%) e 2007 (34,11%)

  • Emmanuel Macron votou em Le Touquet às 11 horas locais, acompanhado pela mulher

  • Marine Le Pen votou minutos depois em Hénin-Beaumout

  • Ambas localidades ficam na região de Hauts-de-France (norte)

  • Primeiros resultados divulgados a partir das 20 horas locais

  • Barack Obama, Wolfgang Schäuble declararam apoio a Macron

  • Vladimir Putin e Donald Trump apoiam Le Pen


Para mais detalhes sobre o processo eleitoral, tudo o que precisa de saber sobre este domingo de presidenciais aqui

A imprensa internacional segue com a atenção o escrutínio

As presidencias estão a ser acompanhadas pela imprensa de todo o mundo, em particular pelos meios de comunicação europeus.

Em Portugal, o Diário de Notícias diz que a Europa terá, este domingo, uma locomotiva, referindo-se ao candidato Macron, marcadamente pró-europeu, ou uma via cortada, fazendo referência à candidata Le Pen, que quer o seu país fora da UE e da moeda única.

O Público diz que os franceses votam, mas menos. O diário recorda que se espera uma abstenção elevada, superior aos níveis 2012 e a 2007.

Já o Expresso, para além das referências à abstenção e a sondagens, conta como foi (mais) um episódio do grupo Femen versus Marine Le Pen.


Em Espanha, o editorial do El País diz que chegou a hora de França. O jornal refere-se a Macron como o homem com pressa e a Le Pen como a candidata “filhíssima” que branqueia o extremismo.

O El Mundo explica que os franceses estão a mobilizar-se e que é uma França dividida que decide o futuro da Europa. Retrado de Emmanuel Macron no diário ABC, descrito como o homem da perfeição enigmática.

No Reino Unido, o Times conta que, segundo Jean-Marie Le Pen, a filha Marine não tem capacidades para ser presidente. Já o “The Guardian”: avisa que, caso seja eleito presidente, Macron vai ter muitas dificuldades para governar sem um apoio de um partido político implementado no sistema francês.


Em Itália, o La Repubblica fala da americanização das eleições francesas, enquanto o Corriere della Sera fala do caso dos ficheiros piratados ao pessoal de Macron e diz que França escolhe entre a Europa e o populismo.

Na Bélgica, o Le Soir avança com números sobre a participação ao final da tarde, que classifica como historicamente baixos. O diário faz ainda referências a possíveis resultados. O La Libre Belgique fala numa necessidade de orientar e acalmar a França.

Finalmente, na Alemanha, o Die Zeit faz uma autêntica declaração de amor aos franceses e pede-lhes que não os deixe (aos europeus). O “Frankfurter Algemeine:http://www.faz.net/aktuell/ fala numa baixa afluência às urnas e diz que, apesar de que Macron seja o favorito, uma baixa participação poderia ser prejudicial para o candidato centrista.


O cargo de presidente da República Francesa

Poderes gerais

  • Eleito por sufrágio direto

  • Direito a dois mandatos consecutivos de 5 anos

  • Tem o poder de usar armas nucleares

  • Tem a última palavra na política internacional francesa

  • Assume controlo executivo total se a Nação se encontrar ameaçada

  • Pode convocar referendos sem a autorização do parlamento

  • A sua destituição exige dois terços de votos a favor em ambas câmaras


  • Poderes Executivo, Judicial e Legislativo:

  • Nomeia e pode substituir o primeiro-ministro

  • Se o seu partido controla o parlamento, é o líder executivo de facto

  • Goza de imunidade perante os tribunais

  • Pode perdoar condenados pela Justiça

  • Pode dissolver o parlamento

  • Pode propor leis

  • Pode fazer aprovar leis, a não ser que perca a confiança do parlamento

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Os franceses já votam. Tudo o que precisa de saber sobre as presidenciais