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Centenário das Aparições de Fátima: GNR detém 18 pessoas, SEF bloqueia 37

Mais de um milhar de militares estiveram envolvidos nas 340 ações de controlo realizadas pela guarda; o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras reteve 100 pessoas para avaliação desde quarta-feira.

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Centenário das Aparições de Fátima: GNR detém 18 pessoas, SEF bloqueia 37

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A GNR deteve na quinta-feira 18 pessoas durante as 340 ações de controlo, fiscalização e vigilância ao longo das fronteiras portuguesas que está a realizar no âmbito da visita do papa Francisco a Fátima.

De acordo com um comunicado, estiveram envolvidas nas ações realizadas na quinta-feira 1029 militares e foram detidas 13 pessoas por posse de arma proibida, duas por tráfico de droga, uma por branqueamento de capitais e uma por permanência ilegal em território nacional.

Estas ações de controlo, fiscalização e vigilância foram realizadas ao longo das fronteiras terrestre, marítima e fluvial, bem como nos aeródromos e pistas de aterragem.


O objetivo destas ações é, segundo a GNR, “prevenir e evitar a entrada em território nacional de cidadãos, veículos e meios que possam executar ou ser utilizados em ações hostis”, no âmbito da visita do papa que chegou esta sexta-feira a Fátima, onde permanecerá até sábado.

Foram realizadas ações em pontos de passagem da fronteira terrestre (217), fronteiras marítimas (73), aeródromos e pistas de aterragem (38), fronteiras fluviais (sete) e transportes ferroviários (cinco).

Neste período, foram fiscalizadas 31.418 pessoas, 19.644 veículos, 20 embarcações e cinco comboios.

Além das detenções foram apreendidos mais de 226 mil euros em numerário, 36,35 quilos de haxixe (equivalente a mais de 72 mil doses), 16 armas e um veículo.

No âmbito desta Operação Fronteira Vigiada, a GNR vai continuar a realizar “o controlo nos dez postos de passagem autorizados na fronteira terrestre (em conjunto com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) e nos outros 63 postos de passagem da fronteira terrestre dotados de infraestruturas físicas, bem como a vigiar os aeródromos e pistas de aterragem e restante fronteira terrestre, marítima e fluvial, na nossa área de responsabilidade”.

SEF recusou entrada em Portugal a 37 pessoas

O SEF anunciou esta sexta-feira ter recusado a entrada em Portugal a 37 pessoas nos primeiros dois dias da reposição do controlo documental nas fronteiras marítimas, terrestres e aéreas devido à visita do papa Francisco.

O controlo foi reposto às 00:00 de quarta-feira e a fiscalização nas fronteiras termina às 00:00 de domingo, por “razões de segurança interna e ordem pública” devido à visita do papa Francisco a Fátima.

Em comunicado, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras refere que, em 48 horas, intercetou para avaliação 100 pessoas, que resultaram em 37 recusas de entrada nas diferentes fronteiras devido a irregularidades documentais e ausência de cumprimento de requisitos de entrada em Portugal.

Fatima 2017

Segundo o SEF, foram controladas 128.354 pessoas nas nove fronteiras terrestres, nove aéreas de aeroportos, cinco aeródromos e 21 fronteiras marítimas.

Aquele serviço de segurança adianta que, nas fronteiras aéreas, registou-se “um grande acréscimo do número de passageiros controlados em consequência do controlo dos voos Schengen, o que implicou um controlo documental e consulta às bases de dados de documentos e pessoas, nacionais e internacionais”.

Nas fronteiras marítimas, “foi possível, face ao dispositivo montado, efetuar o controlo de todas as embarcações e navios provenientes de Schengen e de Estados terceiros”.

Em relação às fronteiras terrestres, o SEF informa que se verificou “um aumento significativo de tráfego rodoviário” nas últimas 24 horas, especialmente em Valença e Vilar Formoso, tendo o controlo decorrido com normalidade.

Segundo o SEF, em todas as fronteiras existem pontos de passagem autorizados. No caso das terrestres, foram definidos nove.


Estes pontos são Valença-Viana do Castelo, Vila Verde da Raia-Chaves, Quintanilha-Bragança, Vilar Formoso-Guarda, Termas de Monfortinho-Castelo Branco, Marvão-Portalegre, Caia-Elvas, Vila Verde de Ficalho-Beja e Vila Real de Santo António.

Durante o período de reposição de fronteiras, todos os cidadãos, independentemente da nacionalidade, que se desloquem para dentro ou fora de Portugal através de aeroportos, aeródromos, portos, marinas ou via terrestre, seja rodoviária ou ferroviária, devem ser portadores de documento de viagem válido, nomeadamente cartão do cidadão ou passaporte, na passagem pelo controlo documental realizado pelo SEF.

Nesta operação, denominada “Fronteira Branca”, o SEF é apoiado por outras polícias fora dos pontos de passagem autorizados, nomeadamente pela Guarda Nacional Republicana.

Texto: Lusa (SMM/ CP)
Edição: Francisco Marques