Última hora

Em leitura:

Real Madrid e Juventus, digam lá outra vez: 33!


the corner

Real Madrid e Juventus, digam lá outra vez: 33!

Real Madrid e Juventus escrevem esta época uma página muito particular na história do futebol. Estes dois históricos do futebol europeu acabam de confirmar este fim de semana a conquistas dos respetivos 33.° títulos nacionais e, a 3 de junho, em Cardiff, no País de Gales, vão “digladiar-se” pelo trono na Liga dos Campeões.

Na derradeira “jornada” do The Corner, o magazine semanal da euronews sobre o denominado desporto-rei, analisamos os jogos onde esta época se decidiram os títulos da Liga espanhola e da Série A italiana. Decorreram ambos no domingo e com as respetivas festas a prolongarem-se noite dentro em Madrid e Turim.

Cinco anos após Mourinho, Zidane

O Real Madrid entrou para a derradeira ronda da Liga espanhola a necessitar de ganhar em Málaga para evitar surpresas negativas. Na Catalunha, o tetracampeão Barcelona estava obrigado a ganhar em casa ao Eibar e esperar que os “merengues” perdessem — no desempate direto, os “blau granas” tinham vantagem.

Com ambos os jogos a terem o pontapé de saída sincronizados, logo aos dois minutos, Cristiano Ronaldo abriu o marcador em Málaga. No Campo Nou, as redes de baliza também “bailaram” cedo, aos sete minutos, mas para festa do Eibar: marcou Takashi Inui.

O japonês viria a bisar já na segunda parte, numa altura em que o Barcelona já contava com o português André Gomes em campo (entrou ao intervalo) e em que Karim Benzema já havia feito o 2-0 para o Real Madrid. Nas bancadas, os “culés” (os adeptos do Barça) baixavam a cabeça.

Um autogolo, aos 63 minutos, marcou o início da “remontada” (mais uma) do Barcelona. Lionel Messi ainda falhou um penálti (justiça divina porque, a haver falta, foi do próprio Jordi Alba sobre ele mesmo).
O uruguaio Luís Suárez empatou pouco depois e Messi redimiu-se com o derradeiro bis da temporada.

O triunfo do Barcelona por 4-2 soube a pouco. A festa fazia-se em Málaga e estendeu-se, claro, a Madrid. Cinco anos depois de José Mourinho ter conduzido os “blancos” ao 32.° título, agora foi a vez de Zinedine Zidane ligar o seu nome ao 33.°.

Os “merengues” somam mais nove títulos que o Barcelona. Os “blau grana” podem ainda vencer a Taça do Rei no próximo sábado e Lionel Messi volta a terminar como “pichichi” da Liga espanhola e Bota de Ouro europeu, com 37 golos (o holandês Bas dost, do Sporting, fechou a Liga portuguesa com 34 e é segundo melhor da Europa).

Cristiano Ronaldo marcou esta época 25 golos na Liga espanhola e foi o terceiro melhor marcador, atrás ainda de Luís Suárez (29). O avançado português e os companheiros de seleção Pepe e Fábio Coentrão somaram o segundo título espanhol da carreira.

“Velha Senhora” é hexacampeã

Na Série A, há muito era esperada a confirmação da Juventus como campeã. A “Velha Senhora” não tem tido rivais à altura na Liga italiana, mas há três jornadas que não ganhava, permitindo a AS Roma e Nápoles aproximarem-se.

Na penúltima jornada do campeonato e com quatro pontos de avanço, após os triunfos de romanos e napolitanos no sábado à noite, os “bianconeri” dispuseram domingo da primeira oportunidade para confirmar o sexto título consecutivo. Não falharam!

Diante do aflito Crotone, em Turim, aos 12 minutos, o croata Mario Mandzukic abriu o marcador. De livre direto, ainda antes do intervalo, o argentino Paulo Dybala assinou o 2-0. Na segunda parte, o lateral-esquerdo brasileiro ex-FC Porto Alexa Sandro fixou o triunfo nos 3-0.

A festa estendeu-se do estádio à cidade. A Juve chegou aos 33 títulos italianos, tem mais 15 que os rivais de Milão, Inter e AC Milan. Com uma jornada por cumprir, resta agora saber quem fica em segundo lugar e quem acompanha o Palermo e o Pescara na descida de divisão.

A AS Roma, do português Mário Rui, está em vantagem para acabar no segundo lugar e com o respetivo acesso direto à Liga dos Campeões. O Nápoles tem menos um ponto.

Na última ronda, os romanos recebem no Olímpico o Génova, de Miguel Veloso, num jogo marcado também pelo adeus aos relvados de Francesco Totti. O Nápoles visita a Samdoria, de Bruno Fernandes.

Na luta pela permanência, o aflito Crotone recebe a Lazio, que é quarta mas pode ainda cair para quinto, e o Empoli, com um ponto a mais, visita o já condenado Palermo.

Na lista de goleadores, o mais certeiro até agora na Série A foi o bósnio Edin Dzeko, da AS Roma, com 28 golos, seguido do belga Dries Mertens (27), do Nápoles, e de Andrea Belotti (25), do Torino.

A “velha senhora” soma a dobradinha esta época, leva mais 15 títulos que Inter e AC Milan, e pode chegar ainda à “tripleta”, se vencer, a 3 de junho, em Cardiff, o Real Madrid.

the corner

Festejos antecipados: Benfica, Chelsea e Feyernoord já são campeões