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O efeito surpresa no palmarés de Cannes


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O efeito surpresa no palmarés de Cannes

Havia claros favoritos à Palma de Ouro. Mas o nome que Pedro Almodovar anunciou não era um deles. Foi assim com bastante surpresa que o sueco Ruben Ostlund recebeu a distinção máxima por este “The Square”, um retrato satírico e incómodo que em como centro a elite intelectual do mundo artístico.

O realizador afirma apenas que pretendia “fazer um filme divertido que lidasse com questões importantes”, dizendo-se muito satisfeito por ter sido o escolhido.

Se há obra que reuniu mais consenso em Cannes, foi “120 battements par minute”, do francês Robin Campillo, que venceu o Grande Prémio do Júri. Falamos aqui da luta do grupo ativista Act-up em França, nos anos 90, uma visão muito pessoal do amor e da amizade, da vida e da morte, no contexto das campanhas de prevenção contra a sida.

A atriz germano-americana Diane Kruger levou para casa o galardão de Melhor Atriz, com “In the Fade”, do alemão Fatih Akin, um filme que foi particularmente arrasado pela crítica. Apesar disso, a protagonista foi recompensada pelo retrato de uma mulher que perde o filho e o marido num atentado. Kruger explicou que, graças à ajuda de Akin, conseguiu descobrir “uma força” em si que não sabia existir.

Quem também teve uma surpresa foi o ator americano Joaquin Phoenix, que ganhou o prémio de Melhor Ator por “You were never really here”, da escocesa Lynne Ramsay, que nos oferece um olhar sobre um veterano de guerra que tenta salvar adolescentes de uma rede de tráfico humano.

O júri tornou ainda Sofia Coppola na segunda mulher em Cannes a vencer a Melhor Realização por “The Beguiled”.

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