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Putin em Paris: Nova era no diálogo França-Rússia


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Putin em Paris: Nova era no diálogo França-Rússia

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Depois dos tempos conturbados de Hollande, Emmanuel Macron e Vladimir Putin querem fazer acreditar que as relações entre a França e a Rússia entraram numa nova era. O palácio de Versalhes foi o cenário deste encontro, em que os dois homens falaram sobre a Síria, o combate ao terrorismo, a Ucrânia e os direitos humanos.

Os tempos da crispação, com o episódio do” cancelamento da venda dos porta-helicópteros franceses à Rússia”:http://pt.euronews.com/2015/09/23/franca-vende-porta-helicopteros-ao-egito, parecem agora estar mais longe. Mesmo assim, nem Putin nem o novo chefe de Estado francês esconderam que continua a haver desacordos.

Quanto à alegada ingerência nas eleições francesas, o presidente russo diz que tudo não passa de rumores: “No que toca à suposta intervenção nestas ou quaisquer outras eleições, o presidente Macron não mostrou qualquer interesse e, do meu lado, não há nada para discutir, já que este é um não-assunto”, disse Putin.

Macron abordou com Putin a questão dos alegados campos para homossexuais na Chechénia, que tem merecido a condenação de toda a comunidade internacional. Putin não fez comentários sobre este assunto, na conferência de imprensa: “Falámos sobre a situação das pessoas LGBT na Chechénia, mas também sobre as ONG na Rússia. Sobre estes temas, indiquei ao presidente Putin quais eram as expectativas da França e decidimos acompanhar juntos esses assuntos, de forma extremamente regular”, explicou Macron.

Macron e Putin avançaram no diálogo para um combate conjunto ao terrorismo, mas o presidente francês deixou claro que isso só é possível se o regime sírio respeitar duas coisas: o não-uso de armas químicas e o acesso aos corredores humanitários. A visita de Putin a Paris estava já prevista antes da eleição de Macron, para inaugurar uma catedral ortodoxa, mas o novo presidente deu-lhe outra dimensão, com esta cimeira. Os dois homens visitaram ainda uma exposição comemorativa dos 300 anos da visita de Pedro, o Grande a França, um marco nas relações entre os dois outrora impérios.



Macron justificou ainda o afastamento de alguns órgãos russos de comunicação social da cobertura da campanha eleitoral:


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