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Migrantes: Áustria arrefece atrito fronteiriço com a Itália


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Migrantes: Áustria arrefece atrito fronteiriço com a Itália

A Áustria garante que a cooperação fronteiriça com a Itália a “está a resultar bem” e negou o eventual recurso ao exército, sugerido pelo ministro da Defesa, para controlar a fronteira junto à passagem de Brennero. Algo que não caiu nada bem em Roma, levando à convocatória do embaixador austríaco em Itália para explicar a medida.

O chanceler austríaco, Christian Kern, abordou esta quarta-feira o atrito gerado de véspera pelo respetivo ministro, tentou desdramatizar a questão, mas deixou entreaberta a porta para um eventual reforço do controlo fronteiriço.

“Gostava de dizer que a cooperação com as autoridades italianas está a resultar bem. A quantidade de pessoas a passar a fronteira está controlada, mas, claro, temos de estar preparados. Por isso, quero reforçar: nós não vamos aceitar nunca mais que se repita uma situação como a de 2015, quando os migrantes cruzaram as nossas fronteiras sem qualquer controlo”, avisou Christian Kern.


A Itália, ainda assim, é o país sob maior pressão na atual crise de requerentes de asilo na União Europeia. Só este ano, cerca de 85 mil migrantes entraram no território italiano, a sul, pelo Mediterrâneo. De acordo com a agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), este número representa um agravamento de 20 por cento face ao mesmo período do ano passado.

Numa conferência de ministros dos Negócios Estrangeiros europeus e africanos, realizada esta quarta-feira , em Roma, focada em segurança e solidariedade e em que a gestão da crise de migrantes esteve sobre a mesa, o ministro italiano defendeu ser “urgente os países de trânsito da migração e aumentar a capacidade de assistir aos migrantes nesses respetivos territórios.”

“É fundamental dar assistência aos países africanos na consolidação de um sistema de asilo e proteger os refugiados”, acrescentou Angelino Alfano.