ONU responsabiliza partes em conflito por epidemia de cólera

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De  Antonio Oliveira E Silva
ONU responsabiliza partes em conflito por epidemia de cólera

<p>A epidemia de cólera que afeta o <strong>Iémen</strong> já matou mais de <strong>1700 pessoas</strong> desde abril, segundo dados da Organização das <a href="http://www.un.org/sustainabledevelopment/es/2017/05/una-tercera-parte-de-los-casos-de-colera-en-yemen-afecta-a-ninos/" title="ONU">Nações Unidas</a>, tendo sido registados, segundo a <a href="http://www.who.int/mediacentre/news/statements/2017/Cholera-Yemen/fr/" title="OMS">Organização Mundial da Saúde</a> mais de 320 mil casos todo o país.</p> <p>A <span class="caps">ONU</span> diz que a epidemia afeta pelo menos <strong>21</strong> das <strong>23</strong> províncias do país árabe e tem vindo a aumentar devido aos <strong>casos de fome</strong> que se registam um pouco por todo o território, castigado por uma guerra civil que dura há mais de dois anos. </p> <p>As Nações Unidas criticam, no entanto as partes em conflito, assim como os aliados estrangeiros, por <strong>“terem contribuído para a atual situação”</strong>, ao terem impedido, de forma intencional, o acesso de civis a cuidados de saúde e à necessária assistência humanitária.<br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">Millions of people prevented from receiving aid by parties to conflict. Immoral, unlawful and unacceptable. We need access now.</p>— Stephen O’Brien (@UNReliefChief) <a href="https://twitter.com/UNReliefChief/status/836801808353923073">1 de março de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> Na passa quarta-feira, <strong>Stephen O’Brien</strong>, <strong>Secretário-geral-adjunto para Assuntos Humanitários</strong> das Nações Unidas, disse ao <strong>Conselho de Segurança</strong> que o número de mortos deveria subir, já que a ajuda às populações era dificultada de forma intencional, especialmente nas áreas mais <strong>remotas</strong> do Iémen.<br /> <br /> <strong>Operações de limpeza num país devastado pela guerra</strong><br /> <br /> Este domingo, as autoridades decidiram remover lixo das ruas da capital Sanaa, assim como proceder à <strong>limpeza</strong> de zonas com acumulação de lixos e remoção de água estagnadas, numa tentativa de controlar a epidemia. Foram também aplicados <strong>pesticidas</strong> nas ruas da capital do país. </p> <p>A operação é organizada pelo Estado iemenita em cooperação com as autoridades da província de Sanaa.</p> <p>O Iémen vive uma mortífera <strong>guerra civil</strong>, conflito que sofreu, em 2015, uma intervenção da parte de uma coligação liderada pela Arábia Saudita, que prestou apoio às forças que combatem os <strong>rebeldes xiitas houthis</strong>, apoiados pelo Irão, grande rival dos sauditas e contra os quais luta pela <strong>supremacia</strong> na região.<br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">My <a href="https://twitter.com/hashtag/UNSC?src=hash">#UNSC</a> remarks today on the brutal, man-made crisis in <a href="https://twitter.com/hashtag/Yemen?src=hash">#Yemen</a> – humanity cannot continue to lose to politics: <a href="https://t.co/9ASm14mvA2">https://t.co/9ASm14mvA2</a> <a href="https://t.co/kkcn3eQFSc">pic.twitter.com/kkcn3eQFSc</a></p>— Stephen O’Brien (@UNReliefChief) <a href="https://twitter.com/UNReliefChief/status/885178254470074370">12 de julho de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> <br /> O Iémen depende fortemente do mercado de exportações para satisfazer as necessidades alimentares da população. A <span class="caps">ONU</span> considera o país árabe como uma das prioridades atuais em termos de <strong>crises humanitárias</strong>.</p>