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Alemanha sanciona Turquia após detenção de ativistas


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Alemanha sanciona Turquia após detenção de ativistas

A Alemanha responde ao que considera ser, “uma violação sistemática do Estado de Direito na Turquia”, com um aviso aos turistas alemães e a ameaça de rever os seus investimentos e da União Europeia no país.

Berlim aconselhou os seus turistas e investidores a redobrarem a vigilância num país considerado “inseguro”, depois da detenção de vários estrangeiros, acusados de ligações ao terrorismo.

Ancara reagiu à “reorientação da política alemã”, a dois meses das legislativas no país, rejeitando o que considera ser uma política de “chantagem e ameaça”.

Para o porta-voz da presidência turca, Ibrahim Kalin:

“Trata-se de um ato desrespeitoso para a Justiça turca. Desrespeitoso contra um país como a Turquia que não vai partilhar a sua soberania e independência com ninguém. Eles vão ter que respeitar a Justiça no nosso país.

Nós condenamos com veemência as declarações de quem diz que os cidadãos alemães não estão seguros na Turquia e que as companhias alemãs na Turquia vão ter problemas”.

Segundo a imprensa alemã, Ancara teria enviado a Berlim uma lista de 68 empresas alemãs suspeitas de ligações a Fetullah Gulen, o clérigo acusado de organizar o golpe militar falhado de Julho do ano passado.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Sigmar Gabriel:

“Esperamos um regresso aos valores europeus, ao respeito pela liberdade de opinião, na imprensa e nas artes. Continuamos interessados em manter boas relações com a Turquia. Vamos continuar a ter interesse relações de confiança com o governo turco. Queremos que a Turquia seja uma parte do Ocidente, ou que se mantenha como tal. Mas são preciso duas pessoas para poder dançar um tango”.

O gesto de Berlim ocorre em plena polémica sobre a “purga” levada a cabo pelo governo turco. Entre as mais de 50 mil pessoas detidas nos últimos meses encontram-se nove alemães, entre os quais o jornalista Deniz Yucel e o militante da Amnistia Internacional, Peter Steudtner.

No início da semana a justiça de Ancara tinha confirmado a detenção de Steudtner e de outros cinco militantes dos direitos humanos, como a presidente da Amnistia Internacional na Turquia, Idil Eser, acusados de pertencerem a uma organização terrorista.

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