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Mais de 10 mortos em fim de semana de eleições controversas

Forças da ordem tentam reprimir os milhares de venezuelanos que dão eco ruas ao boicote da oposição no sufrágio da Constituinte desejada por Nicolás Maduro.

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Mais de 10 mortos em fim de semana de eleições controversas

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Mais de dez mortos, ao início da tarde, era o balanço dos confrontos este fim de semana entre manifestantes e forças da ordem na Venezuela. O país realiza este domingo umas controversas eleições para eleger uma Assembleia Nacional Constituinte (ANC), órgão temporário proposto pelo Presidente Nicolás Maduro no início de maio para alterar a Constituição venezuelana.

As urnas abriram pelas 06:00 horas da manhã (11:00 horas, em Lisboa). Os protestos contra o Governo e estas eleições já vinham de véspera. As forças da ordem saíram para as ruas para tentar reprimir os manifestantes. Há relatos do recurso a lás lacrimógeneo pelas autoridades e também de alguns disparos.


Ao início da tarde, em Caracas, apesar dos apelos da coligação de oposição para se evitar a violência, uma coluna de motociclistas das forças da ordem foi vítima de um engenho explosivo numa zona onde procuravam reprimir um protesto contra o sufrágio. Pelo menos, quatro polícias terão ficado feridos neste ataque.



Apesar de todos estes relatos, o ministro da Defesa afirmava pelo meio dia que as eleições estavam a decorrer com tranquilidade, salvo alguns focos de violência.

Vladimir Padrino López acrescentou que a segurança estava garantida pelos mais de 140 mil efetivos destacados para os centros de votação em todo o país.


Ao início da tarde, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, estimava uma participação de 99 por cento. A oposição , por outro lado, garantia tratar-se de “um fracasso do governo”, revelando pelas redes sociais imagens de centros de votação em Caracas sem ninguém para votar.