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Nos subúrbios de Vienne, a sul de Lyon, foi feita uma descoberta arqueológica, uma espécie de “Pompeia francesa”. Casas luxuosas, um grande mercado, fazem parte de uma cidade romana que está muito bem preservada.

Desde abril que vinte arqueólogos escavam o local, 7000 m2, ocupados há três séculos, um lugar que lembra outro famoso na Itália.

“Chamamos-lhe pequena Pompeia de Vienne, porque o local foi destruído por dois incêndios consecutivos, o primeiro no início do século 2 dC, o segundo em meados do terceiro. Estes incêndios fossilizaram a cidade, imortalizaram dois momentos, como em Pompeia e Herculano, e isso permite-nos estudar os prédios com uma arquitetura totalmente preservada e encontrar, dentro, objetos abandonados por residentes que foram forçados a fugir dos incêndios”, explica o arqueólogo Benjamin Clément.

Numa casa de dois andares, com 2000m2, os arqueólogos encontraram um tesouro: um piso em mosaico que retrata uma cena erótica protagonizada pela deusa Thalia, raptada pelo deus Pã.

O mosaico está a ser, cuidadosamente, retirado do chão, para ser levado para um museu. Presume-se que o proprietário da casa seria um comerciante turco ou grego, rico.

O Império Romano estendeu-se a toda a bacia do Mediterrâneo entre 27 aC e 476 dC. Vienne, que tem um teatro romano magnífico, era a cidade mais setentrional numa área administrada por Itália:

“Encontramos aqui as mesmas coisas que em Itália, e Grécia e mesmo mais que em Roma, relacionadas com o mundo oriental, Grécia e Turquia, e isso é excecional e, o que encontramos aqui tem um traço mais mediterrânico que celta”, adianta o arqueólogo.

As escavações vão durar até 15 de dezembro, serão recolhidas as relíquias mais interessantes, os dados serão analisados. 2000 anos depois da existência desta Pompeia de Viennes os trabalhos para construir os novos edifícios podem começar.