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O Quénia vai votar em clima de tensão


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O Quénia vai votar em clima de tensão

Mais de 19 milhões de quenianos preparam-se para votar esta terça-feira em eleições gerais que deverão eleger o novo presidente, os governadores, os deputados, os senadores e os autarcas.

O ambiente é de tensão e receio de violência eleitoral. Os dois campos em confronto são, como em 2013, os do presidente cessante, Uhuru Kenyata e o do líder da oposição, Raila Odinga.

Na cerimónia religiosa deste domingo, em Nairobi, o presidente Uhuru Kenyata referiu:

“Estamos aqui para pedir a Deus que nos dê uma eleição pacífica e que nos mantenha unidos qualquer que seja a escolha dos quenianos nas urnas. Aceitaremos o resultado, sabendo que o Quénia vai continuar a existir depois destas eleições”.

A campanha decorreu sem incidentes mas em clima de tensão e foi ensombrada pela morte de um responsável informático da comissão eleitoral. O campo de Odinga acusa o poder de estar a preparar uma fraude eleitoral.

Na sequência da eleição de 2007, o Quénia mergulhou numa onda de violência em que morreram mais de mil pessoas.

A eleição será acompanhada por observadores internacionais, nomeadamente da União Africana e da União Europeia.

Para além dos dois principais candidatos, há mais seis pretendentes à presidência do país mas, segundo as sondagens, não representam mais do que 1% das intenções de voto.

Pela segunda vez, o voto será eletrónico e a credibilidade do escrutínio vai depender da fiabilidade do sistema, que assenta no reconhecimento das impressões digitais dos eleitores. Em 2013, uma parte do sistema falhou, alimentando suspeitas de fraude na sequência do anúncio da vitória, à primeira volta, de Uhuru Kenyatta.

Cerca de 180 mil agentes das forças da ordem vão tentar garantir a segurança do escrutínio.

Como em todas as eleições, uma grande parte dos quenianos que trabalham nas cidades deslocam-se às regiões de origem para votarem e, também, por razões de segurança.

Muitos dos 48 milhões de quenianos começaram também a acorrer aos supermercados para fazerem provisões, por receio das reações após o anúncio do resultado eleitoral.

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