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Oposição quer dissolver parlamento depois de rejeitada moção contra Zuma

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De  Antonio Oliveira E Silva
Oposição quer dissolver parlamento depois de rejeitada moção contra Zuma

<p><strong>Com agências</strong></p> <p>O principal partido da oposição da África do Sul, a <strong>Aliança Democrática</strong> (DA, sigla em inglês) vai propor a <strong>dissolução do parlamento</strong> e a realização de <strong>eleições</strong> anticipadas.</p> <p>A decisão surge depois da <strong>rejeição</strong> de mais uma moção de censura – <strong>a sétima</strong> – contra o presidente Jacob Zuma, da parte do parlamento.</p> <p>Zuma tem mais de <strong>700 crimes</strong> pendentes nos tribunais sul-africanos, mas, neste caso, a oposição acusa-o de responsabilidade na crise económica que fez perder o emprego a <strong>dois milhões</strong> de trabalhadores nos últimos oito anos.<br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">The party said it will table a motion to have parliament dissolved <a href="https://t.co/TQMHhjW5d4">https://t.co/TQMHhjW5d4</a></p>— 702 (@Radio702) <a href="https://twitter.com/Radio702/status/895258310068363265">9 de agosto de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> <br /> A taxa de desemprego atingiu os valores mais elevados dos últimos <strong>14</strong> anos: <strong>27,7%</strong> da população ativa encontra-se sem trabalho. Enquanto isso, a economia voltou à esperical recessiva.</p> <p>Depois de conhecido o resultado da moção de censura, o rand perdeu <strong>1,5%</strong>, o que se traduz numa reação negativa por parte dos mercados.<br /> <br /> <strong>Zuma sobrevive, mas mais fraco</strong><br /> <br /> A moção deixou abertas algumas <strong>feridas</strong> dentro do seu partido, o Congresso Nacional Africano (<span class="caps">ANC</span>, sigla em inglês), que poderiam traduzir-se em <strong>obstáculos</strong> para governar e numa dificuldade para o atual presidente em escolher o seu sucessor.</p> <p>Eram necessários <strong>201</strong> votos a favor para que o presidente fosse destituido. No entanto, cerca de <strong>30 deputados</strong> do <span class="caps">ANC</span> decidiram apoiar o presidente, numa decisão que apanhou muitos por surpresa.<br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">Political editor for Mail & Guardian, Matuma Letsoalo, says Zuma doesn’t realise the damage he has caused to the AN… <a href="https://t.co/I955NSM4F4">https://t.co/I955NSM4F4</a></p>— 702 (@Radio702) <a href="https://twitter.com/Radio702/status/895202893103607808">9 de agosto de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> <br /> Agora, a prioridade de Zuma é eleger um sucessor que lhe permita terminar o mandato sem ser incomodado pelas <strong>acusações de corrupção</strong>.</p> <p>O Congresso Nacional Africano deverá eleger um novo líder no próximo mês de <strong>dezembro</strong>. Uma antiga mulher de Zuma, <strong>Nkosazana Dlamini-Zuma</strong>, que ocupou várias pastas nos Governos Mandela, Mbeki e Zuma, tendo também assumido o posto de líder da Comissão da União Africana, é considerada como <strong>a favorita</strong>.<br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">Fortune favours the brave: Whatever Baleka Mbete decides — there are political lives are on the line — not just Zuma’s. More in the M&G! <a href="https://t.co/ZblAE7zmA1">pic.twitter.com/ZblAE7zmA1</a></p>— Mail & Guardian (@mailandguardian) <a href="https://twitter.com/mailandguardian/status/893156911322992641">3 de agosto de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> <br /> Outro possível candidato é o vice-presidente <strong>Cyril Ramaphosa</strong>, conhecido homem de negócios, que conta com o apoio do <strong>Partido Comunista da África do Sul</strong> (<span class="caps">SACP</span>, sigla em inglês) e com a federação sindical <strong><span class="caps">COSATU</span></strong>.</p> <p>A próximas eleições presidenciais têm lugar dentro de dois anos, em <strong>2019</strong>. Os candidatos do <span class="caps">ANC</span>, do líder histórico, Nelson Mandela, governam a maior economia do continente africano desde que o país realizou as primeiras eleições democráticas, em <strong>1994</strong>.</p>