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Detido o condutor assassino de Charlottesville


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Detido o condutor assassino de Charlottesville

James Alex Fields, 20 anos de idade. Detido pela polícia depois de ter conduzido no sábado um automóvel contra os participantes numa manifestação antirracismo em Charlottesville, na Virgínia.

Pelo menos três pessoas morreram atropeladas e mais de três dezenas ficaram feridas, algumas em estado crítico.

A mãe do condutor, Samantha Bloom, diz-se surpreendida:

“Só sabia que ele tinha ido a uma manifestação. Mantenho-me afastada das suas convicções políticas. Não sabia que é um adepto da supremacia branca. Pensei que tinha a ver com Trump. Trump não é um supremacista.”

Os manifestantes protestavam contra uma marcha de neonazis e membros do Ku Klux Klan. James Alex conduziu o carro contra a multdião até chocar com outro veículo.

“O carro atropelou algumas pessoas, recuou aproveitando o espaço que abrira para ganhar velocidade e atropelou dezenas de pessoas. Pelo menos uma dúzia de pessoas foram diretamente atingidas”, contou um homem que testemunhou o ataque e que se identificou como Nick.



Num discurso em Bedminster, Nova Jersey, depois do incidente, o presidente Donald Trump condenou a violência oriunda de “vários lados”, sem mencionar especificamente os grupos neonazis.

“Condenamos com a maior veemência as demonstrações de fanatismo, racismo e violências de vários lados”

A polícia está a investigar também a causa da queda de um helicóptero no sábado, próximo de Charlottesville. No acidente morreram dois agentes da polícia de Virgínia.

Esta é a segunda vez que Charlottesville se torna sede de protestos de grupos supremacistas. Em 8 de julho, aproximadamente 40 membros da sede local da Ku Klux Klan também acenderam tochas em Charlottesville. No sábado, David Duke, ex-líder da organização racista Ku Klux Klan, evocou as promessas do presidente: “Vamos cumprir as promessa de Donald Trump de retomar o nosso país.”

A marcha convocada por grupos supremacistas protestava contra a decisão de retirar de um parque local uma estátua do general Robert E. Lee, que comandou as tropas confederadas na Guerra Civil dos EUA (1861-65), quando os Estados do Sul lutaram para se separarem do Norte abolicionista e manterem os seus escravos.