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Trump muda de opinião e agora rejeita retirada do Afeganistão

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De  Euronews
Trump muda de opinião e agora rejeita retirada do Afeganistão

<p>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira à noite, na Virgínia, que “as ameaças de segurança” provenientes “do Afeganistão e da fronteira na região são imensas”, justificando assim a mudança de opinião sobre o que em 2013 considerou tratar-se de “um desperdício de milhões” e um “disparate” do então chefe da Casa Branca, Barack Obama.</p> <p>Agora, Trump referiu que apesar do seu “instinto original” ter sido “retirar” as tropas do Afeganistão, agora admite que “as consequências de uma retirada rápida são previsíveis e inaceitáveis”. “Uma retirada precipitada iria criar um vazio que os terroristas, como o <span class="caps">ISIL</span> (n.: “daesh” ou grupo terrorista Estado Islâmico) ou a Al-Qaida, iriam rapidamente preencher”, avisou o volátil líder do Estados Unidos.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Watch <a href="https://twitter.com/POTUS"><code>POTUS</a> Trump address the nation, discuss <a href="https://twitter.com/hashtag/Afghanistan?src=hash">#Afghanistan</a>, outline a new strategy for U.S. approach to South Asia. <a href="https://t.co/PsA0FcHHZZ">https://t.co/PsA0FcHHZZ</a></p>— Department of State (</code>StateDept) <a href="https://twitter.com/StateDept/status/899834728647458819">22 de agosto de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p></p> <p>“Nós não somos de novo construtores de nações. Nós estamos a matar terroristas”, afirmou Trump num discurso difundido pela televisão, onde incluiu também a estratégia para o sul da Ásia, e no qual apontou também ao “vizinho da porta ao lado” do Afeganistão.</p> <p>“Não podemos continuar calados sobre os refúgios seguros no Paquistão. O Paquistão tem muito a ganhar com o apoio que estamos a dar ao Afeganistão, mas também tem muito a perder ao continuar a dar abrigo a terroristas”, disse o Presidente americano.</p> <p>Fonte das forças armadas paquistanesas, citada pela Reuters, garantiu segunda-feira terem sido tomadas medidas contra os jiadistas no país, incluindo a rede Haqqani, aliada dos insurgentes talibãs afegãos. “Não há esconderijos talibãs no Paquistão. Nós agimos contra todos os terroristas”, afirmou o major general Asif Ghafoor, em Islamabade.</p> <p>No discurso proferido na Base conjunta Myer-Henderson, Trump sublinhou que os Estados Unidos devem “procurar um honrado e duradouro resultado merecedor dos tremendos sacrifícios feitos, em especial pelas vidas sacrificadas”. </p> <div align="center"><iframe src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FDonaldTrump%2Fvideos%2F10159704959520725%2F&show_text=0&width=560" width="560" height="315" style="border:none;overflow:hidden" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" allowFullScreen="true"></iframe></div> <p>“Os homens e mulheres que servem a nossa nação em combate merecem um plano para a vitória. Merecem as ferramentas necessárias e a confiança que fizeram por merecer para lutar e para vencer”, afirmou Trump sobre a nova estratégia para o Afeganistão na sequência do estudo que diz ter pedido de imediato após ter tomado posse em janeiro como Presidente. </p> <p>“Estamos comprometidos na busca dos nossos objetivos partilhados de paz e segurança no sul da Ásia e na mais vasta região do Indo-Pacífico”, acrescentou Trump, num discurso proferido pouco mais de quatro anos após um conjunto de “twits” publicados entre 2012 e 2013 a defender a retirada imediata das tropas americanas do Afeganistão.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">We should leave Afghanistan immediately. No more wasted lives. If we have to go back in, we go in hard & quick. Rebuild the US first.</p>— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) <a href="https://twitter.com/realDonaldTrump/status/307568422789709824">1 de março de 2013</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p></p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Let’s get out of Afghanistan. Our troops are being killed by the Afghanis we train and we waste billions there. Nonsense! Rebuild the <span class="caps">USA</span>.</p>— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) <a href="https://twitter.com/realDonaldTrump/status/289807790178959360">11 de janeiro de 2013</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p></p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Why are we continuing to train these Afghanis who then shoot our soldiers in the back? Afghanistan is a complete waste. Time to come home!</p>— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) <a href="https://twitter.com/realDonaldTrump/status/237913235045638144">21 de agosto de 2012</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p></p> <p>Pouco depois do discurso de Donald Trump, o secretário da Defesa norte-americano emitiu um comunicado a revelar a intenção do Pentágono em “consultar o secretário-geral da <span class="caps">NATO</span> e outros aliados” para aprofundar a estratégia anunciada antes pelo presidente, sublinhando que “alguns” dos referidos aliados “também já se comprometeram em reforçar a presença militar” no Afeganistão. </p> <p>“Juntos, vamos ajudar as forças de segurança afegãs a destruir o eixo terrorista”, <a href="https://www.defense.gov/News/News-Releases/News-Release-View/Article/1284714/statement-by-secretary-of-defense-jim-mattis-on-the-south-asia-strategy/">conclui Jim Mattis, no comunicado</a>.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Statement by <a href="https://twitter.com/hashtag/SecDef?src=hash">#SecDef</a> Jim Mattis on the <a href="https://twitter.com/hashtag/SouthAsia?src=hash">#SouthAsia</a> Strategy: <a href="https://t.co/VcUS0tbtNv">https://t.co/VcUS0tbtNv</a></p>— Dana W. White – DoD (@ChiefPentSpox) <a href="https://twitter.com/ChiefPentSpox/status/899808636909867008">22 de agosto de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p></p> <p>Os talibãs também reagiram, entretanto, ao discurso de Trump e prometeram transformar o Afeganistão num “novo cemitério” para os Estados Unidos se as tropas americanas não se retirarem do país. </p> <p>“Enquanto houver nem que seja um só soldado americano no nosso país, vamos continuar a nossa jiad”, afirmou o porta-voz dos talibãs Zabihullah Mujahid, citado pela Reuters e pela <span class="caps">AFP</span>.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Taliban condemn Trump’s decision on Afghanistan war, vow ‘jihad’ will go on <a href="https://t.co/bXYFP7VK8w">https://t.co/bXYFP7VK8w</a> <a href="https://t.co/oRDFmDU7FN">pic.twitter.com/oRDFmDU7FN</a></p>— Reuters Top News (@Reuters) <a href="https://twitter.com/Reuters/status/899896449567248384">22 de agosto de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p></p>