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O lado negro dos Vistos Gold

Vistos Gold atraem para Portugal homens de negócios acusados de corrupção

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O lado negro dos Vistos Gold

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Portugal é um destino cada vez mais apetecível, não só para turistas mas também para homens de negócios e políticos estrangeiros acusados de corrupção. Uma fuga de informação coloca a nu as fragiildades do regime de vistos gold e foi exposta num artigo conjunto entre o Expresso e o Guardian.

Entre os nomes que se aproveitam do sistema, encontram-se o brasileiro Otávio Azevedo, condenado a dezoito anos de prisão domicilária no âmbito da Operação Lava Jato, ou o antigo vice-presidente angolano Manuel Vicente, acusado de subornar um procurador em Portugal para encerrar uma investigação sobre corrupção na Sonangol, mas a lista é extensa.

O programa em vigor prevê autorização de residência permanente, que dá luz verde a quem quer entrar no país e se pode transformar em cidadania após cinco anos, para quem investir meio milhão de euros no setor imobiliário no país. Além de Portugal, também o Chipre foi afetado pela fuga de informação, que revelou a existência de empresários incluídos na lista de sanções dos Estados Unidos entre os novos residentes no país.