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Europa discute cibersegurança

A Estónia foi a primeira nação a realizar votações para cargos públicos através da Internet, por isso a cibersegurança assume um papel fundamental.

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Europa discute cibersegurança

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Na Cimeira digital, na Estónia, os líderes europeus discutiram questões como a criação de um imposto sobre os gigantes digitais como a Apple, Google, Facebook ou Amazon, e ainda, como proteger a economia e os dados dos cidadãos nesta era das novas tecnologias.

Nas ruas de Talin, os estónios não se mostram muito preocupados os possíveis riscos de terem quase toda a sua vida à distância de um clique.

“Não acho que as minhas informações sejam assim tão interessantes. Mas, no fim de contas, de qualquer forma, antes era possível roubar informações. Penso que hoje em dia é mais fácil, do que antes, apanhar as pessoas que roubam a informação”, afirma um estónio.

A Estónia foi a primeira nação a realizar votações para cargos públicos através da Internet, por isso a cibersegurança assume um papel fundamental.

Em 2007 o país foi alvo de um dos mais graves ciberataques registados no seio da União Europeia.

“Para os cidadãos, a coisa mais importante a aprender é a ciber-higiene. Eles têm de estar prontos, têm de estar preparados para diferentes tipos de ataques. Têm de saber quais são as ameaças que os aguardam no domínio cibernético”, diz Klaid Magi da Autoridade dos Sistemas de Informação da Estónia.

Na era da globalização, o mundo digital pode ser um campo apetecível para os terroristas que pretendem destabilizar a ordem mundial. O perito em cibersegurança, Jarni Limmel dá exemplos de potenciais alvos que devem ser protegidos.

“Imagine-se, o que aconteceria se não houvesse eletricidade durante muito tempo. Por outro lado, eu diria que o setor financeiro é um dos principais alvos para alguém que, por algum motivo, quisesse prejudicar as sociedades ocidentais”, afirma o professor de Cibersegurança, Jarni Limnel.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, manifestou, recentemente, estar preocupado com o perigo dos ataques informáticos e defendeu a criação de uma agência de cibersegurança. O líder europeu assegurou que uma das prioridades do programa de trabalho, para 2018, é “reforçar a proteção da Europa na era digital”