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A PME que cresceu a proteger ideias e vidas

Porque é que as PME que investem na sua propriedade intelectual são mais competitivas e geradoras de emprego?

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A PME que cresceu a proteger ideias e vidas

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O Business Planet foi até Malmö, na Suécia, para saber porque é que as empresas que investem na sua propriedade intelectual são mais competitivas.

Os direitos de propriedade intelectual

  • Estes direitos protegem os bens intangíveis das empresas, permitindo-lhes tirar partido das suas criações.
  • 42% do PIB da UE é gerado através das indústrias baseadas na propriedade intelectual, que representam 60 milhões de postos de trabalho na Europa.
  • As empresas que protegem a sua propriedade têm mais 32% de rendimentos em média, têm mais empregados e pagam salários mais elevados.
  • No entanto, apenas 9% das PME europeias fazem uso dessa proteção.

Ligações úteis

“Há efetivamente estudos que demonstram que as empresas que protegem a sua propriedade têm em média 30% mais lucros, têm mais empregados e a capacidade de pagar salários mais elevados”, diz-nos a especialista Ann-Charlotte Söderlund Björk.

“Assim decidimos o ritmo a que queremos avançar no mercado”

É um produto que tem dado bastante que falar: o capacete airbag para ciclistas. No ano passado foram vendidas 30 mil unidades na Europa e no Japão. Graças aos sensores que integra, o capacete analisa os movimentos do utilizador 200 vezes por segundo e, em caso de acidente, ativa-se num décimo de segundo.

“Os estudos mais recentes da Universidade de Stanford indicam que este produto protege até 8 vezes mais do que os capacetes tradicionais”, afirma o diretor executivo da Hövding, Fredrik Carling.

A inovação foi lançada em 2009 e a empresa investe entre 20 mil e 30 mil euros por ano na proteção da sua propriedade intelectual. Hoje em dia, a companhia, que recebeu o apoio do programa Horizonte 2020, conta com 35 empregados e prevê duplicar anualmente o volume de negócios até 2020.

“O investimento na propriedade intelectual permite-nos decidir o ritmo a que queremos avançar no mercado. Em segundo lugar, permite-nos alargar o horizonte do ciclismo para outras aplicações”, aponta Fredrik Carling.

Menos de 10% das PME europeias protegem a sua propriedade intelectual. A União Europeia criou uma rede de serviços de apoio que ajuda as empresas a darem os passos necessários.

Segundo Ann-Charlotte Söderlund, “há outros direitos como a marca registada, o direito de autor, de design, o segredo comercial, que são muito importantes para proteger e comercializar. Há balcões de apoio na China, no Sudeste asiático, na América Latina, onde o aconselhamento é gratuito e se disponibilizam formações”.