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União Europeia, Estados Unidos e Amnistia Internacional condenam assassinato de Mahamudo Amurane

Presidente do Conselho Municipal de Nampula foi morto com três disparos por um desconhecido, na farmácia que geria.

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União Europeia, Estados Unidos e Amnistia Internacional condenam assassinato de Mahamudo Amurane

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A União Europeia, os Estados Unidos e a Amnistia Internacional e a lamentaram o assassinato do presidente do Conselho Municipal de Nampula (norte), conhecido pela luta contra a corrupção, Mahamudo Amurane.

A delegação da União Europeia em Moçambique disse, em comunicado, que condenava a morte de Amurane, “o empenhado edil de Nampula”.

“A UE junta a sua voz aos que estão firmemente empenhados na paz e no Estado de direito em Moçambique”, conclui um comunicado.






A Embaixada dos Estados Unidos condenou também os responsáveis pelo que definiu como um “ato brutal e detestável” e disse esperar que uma investigação “rápida leve os seus autores à justiça”.

A representação diplomática dos EUA em Maputo disse ter tido “o privilégio de ter uma forte relação de trabalho com o presidente Amurane”, e falou “num grande apreço pela sua liderança”.

Amnistia Internacional: Amurane combatia de forma corajosa

A Amnistia, por seu lado, instou as autoridades moçambianas a abrirem de imediato uma investigação.

Segundo Deprose Muchena, diretor da AI para a região da África Austral, o presidente do Conselho Municipal de Nampula combatia, “de forma corajosa”, a corrupção.


Essa mesma postura terá sido, segundo o comunicado da organização, o que fez dele alvo de ataques, alguns dos quais aconteceram no seio do seu partido, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Uma campanha sem precedentes contra a corrupção em Moçambique

Mahamudo Amurane, de 44 anos, iniciou uma campanha sem precedentes de combate à corrupção na administração de Nampula e de revitalização das infraestruturas públicas quando foi eleito para dirigir a cidade, em 2013.

Depois de alguns desentendimentos com os líderes do MDM, anunciou a intenção formar o seu próprio partido, para recandidatar-se às municipais de outubro de 2018.

Assassinato por resolver

Mahamudo Amurane foi abatido com três tiros por um desconhecido, na farmácia que geria no rés-do-chão da sua casa, em Nampula, pouco antes das 19 horas de quarta-feira.

De acordo com a Polícia da República de Moçambique, não há indícios sobre as motivações do crime.

O diário moçambicano O País publicou, na sua versão online, o último discurso de Mahamudo Amurane

Com Lusa