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Mais de 3 mil migrantes detidos na Líbia

O combate à imigração para a Europa levou à detenção de mais de 3 000 migrantes em Sabratha, na Líbia

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Mais de 3 mil migrantes detidos na Líbia

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Mais de 3 mil migrantes foram detidos este sábado em campos de tráfico perto da cidade líbia de Sabratha e transportados para centros de detenção pelas autoridades locais com o objetivo de combater a imigração ilegal.
As detenções ocorreram um dia após a declaração de vitória de um grupo armado sobre milícias armadas e apoiadas pela Itália, pagas para estancar o fluxo de migrantes desde Sabratha para a Europa.

Alguns residentes de Sabratha, fugidos durante o confronto, regressaram este sábado a casa, depois do Gabinete de Operações anti-Daesh, criado no ano passado para combater os militantes do auto-proclamado estado islâmico de Sabratha, ter declarado vitória sobre as milícias de al-Ammu e Brigada 48.

Durante o verão, as milícias de al-Ammu e Brigada 48 chegaram a um acordo com a Itália, através do Governo do Acordo Nacional, liderado por Fayez Serraj e apoiado pelas Nações Unidas para que deixassem de facilitar o acesso de barcos de migrantes ao país e antes atuassem como uma força policial para o impedir. Contudo, o acordo teve uma reação de outras milícias locais, que temiam o aumento de poder das milícias de al-Ammu e Brigada 48.

O confronto, que se estendeu por semanas, atingiu antiguidades existentes na cidade, incluindo vestígios de uma cidade romana do século III. As autoridades arqueológicas locais já fizeram um levantamento dos danos e apelaram à ajuda internacional para financiar a recuperação necessária do património.

O Professor Mohamed Arhuma,diretor do departamento arqueológico de Sabratha, declarou: “Vai haver apoio, claro, quer do governo líbio ou da Autoridade de Antiguidades, quer mesmo da UNESCO, para a recuperação. Temos acordos com instituições, que são universidades e institutos internacionais. E se Deus quiser, se houver essa possibilidade, temos especialistas que podem recuperar o património.”

Todas as fações envolvidas estão sob o controlo do Governo do Acordo Nacional líbio, que apelou à cooperação com o Gabinete de Operações anti-Daesh para manter a segurança na cidade.