Falta de acesso a planeamento familiar agudiza desigualdade de géneros

Access to the comments Comentários
De  Euronews
Falta de acesso a planeamento familiar agudiza desigualdade de géneros

<p>A falta de acesso ao planeamento familiar agrava a desigualdade entre mulheres e homens.</p> <p>Segundo o novo relatório <a href="http://www.unfpa.org/sites/default/files/sowp/downloads/UNFPA_PUB_2017_EN_SWOP.pdf">Mundos Distantes</a> do Fundo das Nações Unidas para a População, a desigualdade entre géneros agudizou-se em 68 dos 142 países analisados.</p> <p>O organismo da <span class="caps">ONU</span> salienta que a aplicação dos direitos sexuais e reprodutivos ainda apresenta muitas disparidades. Exemplo disso, o acesso a contracetivos e cuidados de saúde durante a gravidez e parto não chega às mulheres pobres, nos países em desenvolvimento.</p> <p>“O novo relatório mostra claramente que as desigualdades na saúde reprodutiva das mulheres relacionam-se diretamente com a desigualdade económica”, afirma a diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a População, Natalia Kanem.</p> <p>O documento sublinha que uma menina ou mulher que engravida, muitas vezes de forma indesejada e com risco da própria vida, vê-se privada de educação ou trabalho, perpetuando o ciclo vicioso de desigualdades.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">How can we make <a href="https://twitter.com/hashtag/equality?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#equality</a> a reality? <a href="https://twitter.com/hashtag/LetGirlsLearn?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LetGirlsLearn</a>! See 10 actions for a more equal world here: <a href="https://t.co/7QFL0ifZoo">https://t.co/7QFL0ifZoo</a> <a href="https://twitter.com/UNFPA?ref_src=twsrc%5Etfw"><code>UNFPA</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/SWOP2017?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#SWOP2017</a> <a href="https://t.co/6MrZtJUExi">pic.twitter.com/6MrZtJUExi</a></p>— UN DESA (</code>UNDESA) <a href="https://twitter.com/UNDESA/status/920454518378237952?ref_src=twsrc%5Etfw">October 18, 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>A <span class="caps">ONU</span> refere que apenas metade das mulheres de todo o mundo tem emprego remunerado e, no geral, essa remuneração corresponde a 77% do que é pago ao homens. </p> <p>Alargar a saúde materna, proporcionar partos mais seguros, facilitar o acesso à contraceção e garantir estes objetivos nas políticas públicas são outros dos desafios a cumprir, defende o Fundo.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="en"><p lang="en" dir="ltr">We’re calling for actions that <a href="https://twitter.com/hashtag/empowerwomen?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#empowerwomen</a> with equal access to reproductive health & rights. More here: <a href="https://t.co/J0NsAo8zA2">https://t.co/J0NsAo8zA2</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/SWOP2017?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#SWOP2017</a> <a href="https://t.co/gG7Z5LrVAD">pic.twitter.com/gG7Z5LrVAD</a></p>— <span class="caps">UNFPA</span> (@UNFPA) <a href="https://twitter.com/UNFPA/status/920649083899072514?ref_src=twsrc%5Etfw">October 18, 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Nos indicadores sobre saúde sexual e reprodutiva, Portugal surge entre os países com menor mortalidade infantil (10 mortes por 100.000 nascimentos em 2015) e com menor taxa de gravidezes adolescentes (10 em cada 10.000 meninas entre os 15 e os 19 anos).</p> <p>No Brasil, um em cada cinco bebés é filho de mães adolescentes. Entre elas, de cada cinco, três não trabalham nem estudam; sete em cada dez são afrodescendentes e aproximadamente a metade mora na região nordeste do país.</p>