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Mário Centeno aos comandos do Eurogrupo

Centeno é o terceiro presidente da história do Eurogrupo depois do luxemburguês Jean-Claude Juncker e do holandês Jeroen Dijsselbloem.

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Mário Centeno aos comandos do Eurogrupo

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O antigo ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, chegou a apelidar Mário Centeno de “Ronaldo do Ecofin.”

Ao homólogo português não se conhecem os dotes para a bola, mas Centeno não deixa de ser uma estrela em ascensão. Esta segunda-feira foi eleito presidente do Eurogrupo e elencou as prioridades.

“Queremos que a estabilidade financeira seja uma realidade no futuro. Temos de construir as condições para que isso aconteça. Precisamos de nos focar na convergência e é importante construir uma zona euro resiliente, que responda aos derradeiros stakeholders da zona euro que são os cidadãos europeus”, sublinhou, em conferência de imprensa, o recém-eleito líder do Eurogrupo.


Centeno entra ao serviço a 13 de janeiro, um dia depois de terminar o segundo mandato de Jeroen Dijsselbloem.


Nas redes sociais, o holandês disse que não deve haver complacência. Clarificou mais tarde que não se referia ao sucessor.

“Em particular neste momento, é bastante fácil relaxar mas há passos a dar em todos os países. Seja em matéria de reformas fiscais ou estruturais ou em matéria bancária.
Não me referia seguramente ao meu sucessor, mas antes aos políticos em geral, no Eurogrupo”, disse Dijsselbloem.

Centeno foi o candidato oficial do Partido Socialista Europeu. Esta segunda-feira foi o mais votado na primeira volta (oito votos), depois da qual saíram da “corrida” a letã Dana Reizniece-Ozola e o eslovaco Peter Kazimir. Já na segunda volta da eleição o ministro português com a pasta das Finanças derrotou o candidato luxemburguês Pierre Gramegna.


A reunião do Eurogrupo de 22 de janeiro já será presidida por Mário Centeno.

Isabel Marques da Silva, Euronews – “Descrito pela imprensa internacional como um economista doutorado pela Universidade de Harvard de espírito liberal que fez de Portugal um caso de sucesso depois dos anos da troika, Mário Centeno tem agora dois anos e meio para provar que pode reformar a zona euro e tentar convencer a Alemanha de que é o homem certo ao leme do Eurogrupo.”