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Lourenço mobiliza Angola para "combate feroz" à corrupção e ao nepotismo

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Lourenço mobiliza Angola para "combate feroz" à corrupção e ao nepotismo

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REUTERS/Stephen Eisenhammer
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Um combate duro e difícil que Angola vai travar contra a corrupção e os crimes financeiros e económicos. Num apelo à mobilização de toda a sociedade - para lá das entidades judiciais competentes - o presidente angolano, João Lourenço, deu o tiro de partida para um combate "feroz, prolongado mas que será vitorioso".

O Presidente da República falava no seminário "Os desafios do combate à corrupção", organizado pelo MPLA, cuja direção, nas palavras de João Lourenço, "assumiu coletivamente a responsabilidade de fenómenos perniciosos e condenáveis durante os últimos 15 anos de paz".

Combate ao nepotismo

"Temos consciência de que essa não é uma tarefa fácil, porque vai encontrar pela frente interesses profundamente enraizados e pôr eventualmente em causa agentes públicos que colocam os seus interesses pessoais e de família acima do interesse público", sublinhou.

Lourenço tem consciência de que o combate à corrupção, para além da simplificação burocrática, vai desempenhar um importante papel a jogar na economia de Angola, um país em crise e dependente do petróleo, uma matéria-prima que "não mais terá os valores elevados do passado" e que por isso "é preciso não depender de apenas um produto de exportação". Mas as perspetivas são boas", declarou o chefe de Estado, ao afirmar que "se tivermos em conta que muitas intenções de investimento têm surgido para diferentes ramos da economia com destaque para mais de 15 ofertas de refinarias de petróleo após a tomada de posse do novo Conselho de Administração da SONANGOL".

Justiça internacional para recuperar "dinheiro dos angolanos" após periodo de graça

Lourenço quer por isso que "os angolanos detentores de verdadeiras fortunas no estrangeiro sejam os primeiros a investir no seu próprio país se são mesmo verdadeiros patriotas". O Presidente explicou que "o Executivo vai no início do ano estabelecer um período de graça durante o qual todos aqueles cidadãos angolanos que repatriarem capitais do estrangeiro para Angola e os investirem na economia, em empresas geradoras de bens, de serviços e de emprego, não serão molestados, não serão interrogados das razões de terem tido o dinheiro lá fora, não serão processados judicialmente".

E deixa um aviso: "findo esse prazo, o Estado angolano sente-se no direito de o considerar dinheiro de Angola e dos angolanos e como tal agir junto das autoridades dos países de domicílio, para tê-lo de volta em sua posse."