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Da guerra na Síria ao sonho de chegar aos Jogos Paralímpicos

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Da guerra na Síria ao sonho de chegar aos Jogos Paralímpicos

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Há dois anos, Najib Alhaj Ali estava na sua casa em Homs, na Síria, quando a explosão de uma bomba o deixou numa cadeira de rodas. Para escapar a um destino mais trágico, a família de Najib fugiu da Síria e arriscou a vida num barco de borracha para a travessia entre a Turquia e a Grécia.

Aqui, encontraram em 2016 um asilo e um futuro para o jovem no desporto adaptado. Najib integrou o programa de desenvolvimento da educação paralímpica nas populações refugiadas, das Nações Unidas. A sua cadeira de rodas abria agora novas oportunidades.

"Estou feliz. A atitude dele está a mudar. O desporto está a fazê-lo sair da concha. Espero que Deus lhe dê sorte e que ele contacte com as pessoas, especialmente que estão numa situação semelhante. Isso poderia incentivá-lo. Não se trata apenas de vencer", afirmou a mãe do jovem, Faten Shahuod.

Depois de um ano a treinar e de duas provas de corridas de cadeiras de rodas na Grécia, chegou o primeiro teste numa competição internacional.

Assim, o primeiro voo na vida de Najib foi para Portugal, onde Vila Real de Santo António acolheu os Jogos Mundiais para desportistas em cadeira de rodas e amputados. Para o rapaz de 12 anos, a prova em Portugal abriu-lhe novos horizontes e sonhos por alcançar.

"Estou feliz porque encontrei novas pessoas do Brasil, dos Emirados Árabes Unidos e de outros países. Quando voltar para a Grécia, treinarei mais. Em vez de uma hora, treinarei duas. Em vez de duas, treinarei três. Então, poderei começar a ganhar corridas. O meu sonho é obter mais tratamento e competir nos Jogos Paralímpicos", concluiu.