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Projeto europeu Astropreneurs "levanta voo" em Portugal

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Projeto europeu Astropreneurs "levanta voo" em Portugal

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Sérgio Azenha
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Arranca esta terça-feira em portugal o Astropreneurs, um projeto com financiamento europeu destinado a apoiar "start ups" ou indivíduos com uma ideia de negócio ligada à chamada "economia do espaço".

Integrado no Programa Horizonte 2020 (H2020), da Comissão Europeia, o Astropreneurs é uma iniciativa impulsionada por dois milhões de euros de fundos e vários parceiros europeus.

A coordenação pertence ao Instituto Pedro Nunes (IPN), uma entidade privada criada pela Universidade de Coimbra há mais de 25 anos para "promover a inovação e a transferência de tecnologia", lê-se na página oficial na internet.

Um dos responsáveis do Astropreneurs é Carlos Cerqueira. O diretor de Inovação do IPN explicou à euronews, via Skype, que "este projeto é dirigido a todo o espaço europeu e, portanto, estará disponível e terá toda a vontade em apoiar 'startups' ou pessoas que estejam nos países da União Europeia."

Inscrições abertas

As inscrições estão abertas até julho, mas durante os dois anos em que está previsto decorrer, o Astropreneurs vai manter-se recetivo a novas ideias e empreendedores que pretendam receber apoio no desenvolvimento de ideias baseadas em tecnologia espacial.

Carlos Cerqueira destaca uma das vantagens de Portugal como incubador deste novo setor da economia espacial.

"Os consumidores portugueses têm uma enorme apetência por experimentar tecnologias e têm sido utilizados por muitas empresas para testarem as primeiras versões dos seus produtos e isso é muito positivo para quem quer lançar produtos inovadores", garante.

Silicon Valley à portuguesa

Questionado se este projeto poderia servir de tubo de ensaio para o já admitido desejo de se criar em Portugal uma cidade tecnológica europeia à imagem da americana "Silicon Valley", o diretor de inovação do IPN revela ambição, mas comedida.

"Portugal tem de facto uma grande comunidade de pessoas com talento e que tem desenvolvido projetos empresariais. Há uma grande comunidade de 'startups'. Eu diria que nós não ambicionamos ter um 'silicon valley', mas sim um "vale português", com as nossas características, mas que possa dar cartas no mundo", defendeu.

A prioridade, para já, no entanto, é fazer "levantar voo" o Astropreneurs.

O projeto começa por reunir esta terça-feira os parceiros europeus, cujas origens vão da República Checa ao Reino Unido, incluindo Áustria, Holanda, Bélgica, França, Alemanha e a vizinha Espanha.

Estes parceiros, sob liderança e coordenação do IPN, vão servir de incubadores e a partir do segundo semestre já deverão ter algumas das 150 "start ups" previstas a trabalhar para aproximar a tecnologia espacial do nosso planeta.