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Vulnerabilidade de crianças em zonas de conflito aumentou nas últimas duas décadas

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Vulnerabilidade de crianças em zonas de conflito aumentou nas últimas duas décadas

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Um sexto das crianças em todo o mundo vive em zonas de conflito. Esta é uma das conclusões do relatório da ONG britânica Save the Children publicado esta quinta-feira. De acordo com a investigação mais de 357 milhões de menores vivem em zonas de combate ou perto das mesmas, um número que traduz um aumento de 75% em relação a 1995.

Uma experiência com marcas difíceis de apagar como explica a diretora da organização não-governamental. "Estas crianças têm de lidar com diferentes tipos de problemas, transtornos psicossociais, incluindo, pesadelos, dificuldades em se concentrarem e em permanecer nas escolas. Há todo um conjunto de traumas associados" afirma Kitty Arie.

A exposição prolongada à guerra, as táticas de cerco e de fome fazem da Síria, o país mais perigoso para as crianças. Mas a situação deteriorou-se, um pouco por todo o mundo, ao longo das últimas duas décadas.

"As crianças estão muito mais vulneráveis em zonas de conflito do que estavam nos últimos 20 anos. Por isso, se olharmos para a Síria, para a guerra que se arrasta há sete anos, verificamos que há mais crianças a ser alvo de agressão, desde logo, com os bombardeamentos de hospitais e escolas, com o uso de armas químicas e pelo facto de a ajuda humanitária estar a ser recusada" acrescenta a diretora da organização.

Mais riscos já que o recrutamento de crianças-soldado e a violência sexual contra menores estão, também, a ganhar terreno.

O relatório da ONG britânica vem a público na véspera da Conferência de Segurança em Munique.