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Visita a uma maternidade num país destroçado pela guerra

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Visita a uma maternidade num país destroçado pela guerra

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A cidade de Boda, na República Centro Africana, tem 116.000 habitantes e três médicos para cuidar deles. Um é enviado pelo Ministério da Saúde, os outros dois, um pediatra e um médico de clínica geral, trabalham para a Organização Não Governamental (ONG) ALIMA. Eles administram a maternidade do hospital local.

Em Boda, a ONG, financiada pela ajuda humanitária da União Europeia, prestou assistência a quase 32 mil pacientes no ano passado. Aqui, incluem-se crianças com menos de cinco anos e mães – antes, durante e após o parto.

O acesso aos cuidados de saúde é um dos principais problemas humanitários num país como a República Centro Africana, destroçado pela guerra civil e instabilidade política.

Boda localiza-se numa zona onde os conflitos deixaram de existir mas, dada a falta de equipamento técnico, medicamentos e pessoal qualificado, os desafios para pacientes e médicos ainda são enormes.

A unidade de saúde regista uma média de 90 nascimentos por mês, 10% são casos complexos que necessitam de cesariana.

Na unidade de saúde, o médico pediatra, Karim Assani, informa uma mãe que o seu bebé está muito doente. E diz-lhe que ela tem de o alimentar a cada três horas, mesmo de noite.

Na República Centro Africana, cerca de 19.000 crianças sofrem de desnutrição aguda grave. Este bebé estava malnutrido desde que nasceu. Se sobreviver, as consequências podem perdurar por toda a vida.