Última hora

Última hora

Memórias de Auschwitz

Em leitura:

Memórias de Auschwitz

Tamanho do texto Aa Aa

Os presidentes da Polónia e de Israel juntaram a cerca de 15.000 pessoas, a maioria jovens judeus de todo o mundo e alguns sobreviventes dos campos de concentração, numa caminhada de 3 km junto a Auschwitz.

"É a primeira vez, depois de 75 anos, que volto aqui para mostrar este lugar às crianças. Eu sou testemunha do maior crime cometido contra o nosso povo. Vivíamos sempre com medo de sermos selecionados para o crematório", adianta Jan Jablon, sobrevivente de Auschwitz, atualmente residente no Canadá.

"Não havia nada para comer. Duas fatias de pão, uma sopa... Isso para um dia inteiro. E nós tivemos que trabalhar arduamente", desabafa Samuel Bogler, outro sobrevivente, da Hungria.

Memórias dolorosas suficientes para juntar os dois líderes, polaco e israelita, no meio da polémica sobre uma nova lei que torna crime o facto de se sugerir que houve cumplicidade polaca no Holocausto. Questões às quais são alheios os que sofreram às mãos dos nazis e para quem a memória do horror estará sempre presente

"Afastaram-me da minha mãe, depois a incerteza se sobreviveria até ao dia seguinte, por causa da cremação... De ser queimado... Assassinado...",desabafa Bogdan Bartnikowski, da Polónia.

"Eu quero que aquilo que vivi não volte a repetir-se", diz Zoltan Matyah, atualmente a residir nos EUA.

Milhões de judeus da Polónia foram assassinados pelos nazis, ou seja, cerca de metade dos judeus mortos no Holocausto.

"De um ano para outro são cada vez menos aqueles que aqui vêm e sobreviveram ao inferno na Terra, esses voltam aqui para partilhar a verdade sobre o Holocausto com as próximas gerações", adianta o enviado da euronews a Auschwitz, Leszek Kabłak.